Menu

Documento de 108 páginas trata o País como estudo de caso global dos impactos do calor para as lavouras, criações e trabalhadores rurais

Em uma única safra, o Brasil perdeu quase 15 milhões de toneladas de soja por causa do calor extremo. Porcos entraram em colapso fisiológico em praticamente todas as regiões do país. Trabalhadores rurais passaram meses em condições que organismos internacionais classificam como perigosas para o corpo humano, e uma frente fria bloqueada por uma cúpula de calor no Norte desencadeou as enchentes que mataram 183 pessoas no Rio Grande do Sul.

Esses não são eventos isolados: são faces do mesmo fenômeno, documentado em um relatório de 108 páginas publicado conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado nesta semana. O documento dedica um capítulo inteiro ao Brasil, tratando o país como estudo de caso global dos chamados impactos compostos do calor extremo na agricultura.

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo