A defesa do senador Jaques Wagner, líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, apresentou nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência. A PF apontou que Jaques Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar. Além de Jaques Wagner, a PF também mirou nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro. 🔎A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Em nota, a defesa do senador diz ter havido erros graves que comprometem a ação da PF. "A defesa sustenta que a medida está equivocada pelos seguintes motivos: o senador jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master. Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco", diz o posicionamento assinado pelo advogado de Jaques Wagner, Pablo Rodrigues. "Todos esses posicionamentos e atuações do senador Jaques Wagner são públicos. O próprio relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), reforçou em nota jamais ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do assunto", afirma o advogado. PF investiga pagamentos indevidos A PF apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master e aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões. Esse montante seria fruto de transferência bancária da empresa "PKL One Participações S.A", dirigida por Andréa Lima Novaes (prima de Augusto Lima) e ligada ao grupo do Banco Master/Credcesta para a "BN Financeira Ltda.", empresa vinculada ao núcleo familiar do senador Jaques Wagner. Em uma mensagem encontrada no celular de Augusto Lima, o enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins, teria cobrado valores: “Amanhã vence [sic] os boletos e são altos”, disse. Em resposta, Augusto Lima afirmou que o cenário estava “crítico” e vinculou a dificuldade financeira ao insucesso da operação entre o Banco Master e o BRB. -Esta reportagem esta em atualização

Líder do governo no Senado virou bomba-relógio para Lula

Defesa diz que única emenda de senador sobre tema contrariava interesses do banco

Defesa do senador fala em 'erros graves' que comprometeram a medida

A investigação apura uma suposta relação ilícita entre o senador, Daniel Vorcaro e Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Master, respectivamente

A defesa do senador Jaques Wagner, líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, apresentou nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF)…

Defesa do senador que há “erros graves" em investigação que conecta o petista ao Banco Master

Senador foi alvo de operação da PF que investiga relação entre ele e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Senador se reuniu com Lula nesta quarta.

Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi de 'comum acordo'