Funcionários da empresa divulgaram a informação anonimamente e demonstram preocupação com a possível perda de empregos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Robôs humanoides autônomos, movidos por IA e de uso geral, trabalham em uma fábrica em uma linha de montagem — Foto: Shutterstock Segundo funcionários atuais e ex-funcionários da Meta familiarizados com os projetos da companhia de Mark Zuckerberg, a empresa de tecnologia estaria testando robôs para realizar tarefas dentro de seus data centers. A informação foi divulgada pela revista Wired, que também afirmou que a iniciativa poderia permitir à companhia reduzir os custos com mão de obra, em um momento em que os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial continuam em alta. A reportagem entrevistou vários funcionários da Meta — que pediram para não ser identificados — e ouviu deles que a empresa está utilizando robôs e equipamentos de hardware de diferentes fornecedores, entre eles Watney Robotics, Kinova e ABB. Entre as avaliações que a Meta já estaria realizando com robôs, segundo os funcionários ouvidos pela reportagem, está a troca de cabos de rede. A empresa também teria testado a possibilidade de usar um braço robótico Kinova Gen3 para ligar e desligar servidores ou interromper o fornecimento de energia dos equipamentos. — Achávamos que nós, que realizávamos tarefas físicas, estaríamos protegidos por algum tempo, mas isso já não é mais verdade — afirmou um dos funcionários à Wired. A reportagem também informou que Francis Brennan, porta-voz da empresa, declarou que “os Estados Unidos estão passando pelo maior ciclo de expansão de infraestrutura desde a Segunda Guerra Mundial e há uma grande escassez de trabalhadores qualificados para preencher essas vagas; precisamos de mais trabalhadores, não de menos”. Ao mesmo tempo, a reportagem citou o diretor sênior de robótica da Meta, Eric Xu, que afirmou, durante uma conferência no ano passado, que os planos de longo prazo da companhia incluem a implantação de robôs nos centros de dados, com o objetivo de agilizar a resposta a incidentes, monitorar as instalações e realizar tarefas de manutenção preventiva. Segundo a Wired, a Meta já está utilizando robôs em alguns de seus centros de dados — Foto: Shutterstock Especialistas que costumam defender esse tipo de automação afirmam que os robôs poderiam assumir tarefas repetitivas e perigosas para os seres humanos. Além disso, poderiam ajudar a suprir a escassez de mão de obra qualificada necessária para determinadas funções. Segundo a Wired, a Meta já utiliza robôs em alguns de seus centros de dados, entre eles os localizados em Iowa e na Virgínia, de acordo com pessoas familiarizadas com os projetos. São equipamentos destinados ao transporte de materiais e ao controle de inventário. A reportagem, no entanto, explica que essas máquinas ainda apresentam algumas limitações e precisam da supervisão de funcionários ou da intervenção humana em determinadas etapas dos processos. Uma das críticas feitas à empresa diz respeito ao centro de dados da Meta em Altoona, Iowa, seu maior complexo do tipo. Inaugurado em 2014, o empreendimento ainda conta com vários anos de isenção do imposto sobre propriedades. De acordo com a Wired, a cidade teria justificado o benefício pelos empregos gerados na região e pelo prestígio proporcionado pela presença da companhia. No entanto, em um cenário no qual a Meta pretende ampliar a automação de tarefas, o argumento que originalmente justificou a concessão do benefício fiscal parece perder força.