"Em breve, esses sistemas serão sobre-humanos, capazes de invadir qualquer coisa, revolucionar qualquer área da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais”, escreveu Jacob Coxon 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jacob Coxon — Foto: X/Reprodução Um pesquisador de 27 anos que trabalhava para a Anthropic acusou, na terça-feira (8), a desenvolvedora de inteligência artificial e a rival OpenAI de não atuarem de maneira responsável. Em uma publicação de grande repercussão na rede social X, Jacob Coxon afirmou que ambas as empresas estão construindo uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e “apostando nossas vidas” no processo. “Não subestimem o poder desta tecnologia. Em breve, esses sistemas serão sobre-humanos, capazes de invadir qualquer coisa, revolucionar qualquer área da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais”, escreveu Coxon. No post, ele afirma ter se demitido na terça-feira da Anthropic, após ter passado três anos trabalhando no treinamento de modelos de inteligência artificial, primeiro na OpenAI e depois na criadora do modelo Claude. O pesquisador alega que os profissionais do ramo têm consciência dos riscos trazidos pela inteligência artificial. Isso, no entanto, não tem freado a corrida das empresas, mas acelerado, segundo ele. “As pessoas que desenvolvem inteligência artificial acreditam sinceramente que ela poderá matar todos nós até o fim desta década (...) Na verdade, muitos executivos e pesquisadores seniores amenizam suas declarações à imprensa para parecerem sensatos.” “Uma resposta comum é: ‘Se eles realmente acreditam nisso, por que continuam desenvolvendo essa tecnologia?’. Na OpenAI, muitos ainda não compreenderam profundamente as consequências para a civilização. Na Anthropic, essas consequências são bem compreendidas, mas a empresa está presa a uma corrida para chegar lá primeiro — eles acreditam que ninguém mais agirá com responsabilidade e, portanto, precisam fazer isso por conta própria, apesar do risco”, completou Coxon. Na visão dele, aceitar a corrida é uma “aposta arrogante”, e “tentar acelerar ao máximo o alinhamento dos sistemas deveria exigir uma confiança extraordinária de que não existem caminhos melhores disponíveis”. A publicação já acumulava mais de 400 mil curtidas na manhã desta quarta-feira (9). Em resposta ao post, outro pesquisador da Anthropic, Evan Hubinger, disse concordar com o ex-colega. “Jacob está certo neste ponto — nós realmente acreditamos, com toda a sinceridade, que a inteligência artificial poderia matar todos os seres humanos! Pessoalmente, acredito que a probabilidade de isso acontecer seja superior a 10% na próxima década. Acredito que a Anthropic esteja fazendo o melhor que pode, mas ainda não temos um plano para resolver o alinhamento de uma superinteligência e não estamos claramente a caminho de encontrar uma solução”, escreveu também na rede X.
Ex-pesquisador da Anthropic diz que empresas de IA ‘apostam vidas’ em corrida tecnológica
"Em breve, esses sistemas serão sobre-humanos, capazes de invadir qualquer coisa, revolucionar qualquer área da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais”, escreveu Jacob Coxon
Ex-pesquisador da Anthropic acusa empresa e OpenAI de desenvolver superintelligence sem responsabilidade, apostando vidas na corrida tecnológica. A denúncia revela tensão entre conhecimento dos riscos de alignment e urgência competitiva que acelera o desenvolvimento.








