Em fevereiro, Anthropic removeu de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar riscos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manifestantes contra a IA entoam slogans do lado de fora do tribunal federal durante as audiências do julgamento entre Elon Musk e a OpenAI em Oakland, na Califórnia — Foto: Josh Edelson/AFP Um pesquisador de inteligência artificial que havia deixado a OpenAI para trabalhar na Anthropic, por considerá-la mais prudente, abandonou o setor nesta terça-feira e acusou as duas empresas americanas de "brincarem com nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de dados, primeiro na OpenAI e, desde este ano, em sua maior concorrente, a Anthropic. "Nenhuma das empresas está agindo com responsabilidade. Elas estão correndo a toda velocidade rumo a uma superinteligência que se aprimora sozinha e estão brincando com nossas vidas", escreveu ele nesta terça-feira no X. "As pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela pode nos matar a todos antes do final da década. Isso não é uma estratégia de marketing", acrescentou. Sua renúncia ocorre enquanto a Anthropic se prepara para sua oferta pública inicial de ações. Procurada pela AFP, nenhuma das empresas respondeu imediatamente. Líderes do setor afirmam acreditar que isso se aproxima de um "aperfeiçoamento recursivo", no qual um modelo poderia projetar seu próprio sucessor, completamente fora do controle humano. Coxon acrescentou que acredita que nenhuma empresa deveria desenvolver IA que supere os humanos de forma responsável sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada. "Na Anthropic, eles entendem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para serem os primeiros [...] apesar do risco", declarou Coxon. Em fevereiro, a Anthropic removeu de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos. No final de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediram a Washington que preparasse um mecanismo de frenagem. No domingo, o cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, escreveu que "o momento atual exige extrema cautela" e coordenação internacional.
Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de irresponsabilidade: 'Brincando com nossas vidas'
Em fevereiro, Anthropic removeu de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar riscos









