Os corredores energéticos mais valiosos do mundo estão se fechando.
Na sexta-feira (11), militantes houthis apoiados pelo Irã ampliaram seu controle sobre o Mar Vermelho, ameaçando uma rota crucial para o petróleo bruto do Golfo Pérsico. Com isso, restaram poucas alternativas à região, já que o tráfego marítimo pelo estreito de Hormuz —antes o principal ponto de trânsito de petróleo do mundo— continua significativamente limitado e muito abaixo dos níveis anteriores à guerra.
E as exportações de petróleo da Arábia Saudita, há muito o mais importante produtor do Oriente Médio, despencaram no mês passado para o menor nível em pelo menos 13 anos.
A Marinha dos Estados Unidos tem conseguido manter o fluxo de petróleo pelo estreito de Hormuz em rotas marítimas próximas à costa de Omã, no lado oposto ao Irã. Mas isso tem exigido uma operação ampla e perigosa.
Para as companhias de navegação, a travessia do estreito, antes rotineira, tornou-se uma empreitada de alto risco. Pelo menos 23 navios foram atingidos na hidrovia próxima a Omã em julho e agosto. Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, pelo menos 22 marinheiros morreram no Oriente Médio.











