Providências tão drásticas quanto simples tomadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, mostram como vícios e desmandos da corte, escancarados aos olhos de toda a sociedade, perpetuam-se à base de corporativismo e omissão institucional.
Foi preciso uma crise com proporções de escândalo para que enfim se decidisse levar ao plenário, em sessão que deve ser pública, a deliberação sobre a imprescindível investigação das relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o fraudador Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Moraes também foi retirado da relatoria do esdrúxulo inquérito aberto há sete anos a pretexto de combater desinformação, mas que na prática lhe conferia superpoderes para todo tipo de arbitrariedade. Melhor teria sido encerrar a anomalia tempos atrás.
Fachin também acerta ao buscar outro representante da Procuradoria-Geral —em vez do titular, Paulo Gonet, que usufruiu de gentilezas de Vorcaro— na sessão decisiva marcada para terça (15).
Por fim, atendendo a questionamentos de Gonet e de colegas, o presidente do STF requereu que o ministro André Mendonça derrube o sigilo decretado sobre as apurações relativas ao Master.













