Conteúdo gerou críticas da oposição e foi classificado por autoridade forense como uma violação da dignidade humana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Abelardo de la Espriella, antes de tomar posse como presidente da Colômbia — Foto: Luis ACOSTA / AFP O governo da Colômbia retirou das redes sociais vídeos do presidente do país, Abelardo de la Espriella, caminhando entre cadáveres de supostos criminosos mortos pelas forças de segurança. As imagens, que mostram cadáveres dentro de sacos brancos, haviam sido publicadas nos dias 2 e 4 de setembro pela conta da Presidência colombiana em plataformas do grupo Meta. Na terça-feira, a Justiça colombiana determinou a retirada temporária dos vídeos. A decisão foi tomada após o legislador Santiago Osorio, do Partido Verde, de centro-esquerda, recorrer à Justiça para pedir a remoção das gravações. A medida ficará em vigor até que a juíza decida se o conteúdo é violento e deve ser removido permanentemente. Em pouco mais de um mês no cargo, o direitista Espriella conduz uma ofensiva contra o crime organizado no país, com o apoio dos Estados Unidos, seu principal parceiro militar. O excêntrico advogado bilionário costuma divulgar os resultados das operações em vídeos que encerra aos gritos de "Viva Cristo Rei!", com música de guerra ao fundo. Em um mês, ordenou três bombardeios contra acampamentos guerrilheiros na Amazônia e na fronteira com a Venezuela. As operações deixaram pelo menos 42 mortos, seis deles menores de idade. Após o maior bombardeio contra guerrilheiros desde 2015, Espriella caminhou entre os corpos, colocados em sacos brancos, ao lado da cúpula militar do país. Na ocasião, ameaçou os rebeldes: "Vamos acabar com eles". A publicação do conteúdo provocou críticas da oposição. Em um comunicado na rede social X, a autoridade forense nacional rejeitou a exposição dos mortos, classificando a prática como uma "violação da dignidade humana". Osorio afirmou que é possível informar sobre as operações sem aprofundar a violência e a crueldade no país. Apesar da retirada das imagens das plataformas da Meta, as gravações continuam disponíveis nas contas presidenciais no X. O presidente mantém uma delas fixada em seu perfil pessoal.
Após ordem judicial, presidente da Colômbia remove das redes sociais vídeos em que aparece entre cadáveres
Conteúdo gerou críticas da oposição e foi classificado por autoridade forense como uma violação da dignidade humana













