Um juiz da Colômbia ordenou na quarta-feira (9) que o presidente Abelardo De la Espriella oculte das redes sociais da Presidência vídeos em que ele aparece caminhando entre cadáveres de supostos criminosos mortos pelas forças de segurança.
A decisão foi divulgada pela agência AFP, que teve acesso ao processo judicial. O líder de ultradireita chegou ao poder há um mês com a promessa de combater com mão dura guerrilheiros e outras organizações criminosas que disputam o controle do narcotráfico no país.
Desde então, o Exército realizou três bombardeios que mataram ao menos 42 pessoas, entre elas 6 menores de idade, na Amazônia e na fronteira com a Venezuela.
Espriella recebeu críticas por vários vídeos publicados no perfil oficial da Presidência no início deste mês, nos quais aparece caminhando em meio a corpos envolvidos em sacos plásticos brancos após informar sobre o resultado das operações.
Um parlamentar do Partido Verde, de centro-esquerda, acionou a Justiça para solicitar a remoção do conteúdo. Um juiz de um tribunal de Bogotá aceitou o pedido e ordenou provisoriamente "a ocultação das publicações" feitas por Espriella "enquanto não houver uma decisão definitiva (...), sem que isso implique sua eliminação definitiva".










