Abelardo De la Espriella é alvo de críticas por publicações feitas no perfil oficial da Presidência após operações militares que deixaram pelo menos 42 mortos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Justiça da Colômbia manda presidente ocultar vídeos em que aparece entre cadáveres de supostos criminosos — Foto: AFP A Justiça colombiana ordenou ao presidente Abelardo De la Espriella que oculte das redes sociais da Presidência vídeos nos quais aparece caminhando entre cadáveres de supostos criminosos mortos pelas forças de segurança. A decisão foi tomada após um legislador do Partido Verde, de centro-esquerda, recorrer à Justiça para pedir a remoção das gravações. O tribunal de Bogotá determinou provisoriamente “o ocultamento das publicações feitas a partir do usuário @infopresidencia enquanto não houver uma decisão definitiva (...), sem que isso implique sua eliminação definitiva”, segundo o documento judicial ao qual a AFP teve acesso nesta quarta-feira. Vídeos foram publicados após operações militares De la Espriella chegou ao poder há um mês com a promessa de combater com mão dura guerrilheiros e outras organizações criminosas que disputam os lucros do narcotráfico na Colômbia. Desde então, o Exército realizou três bombardeios que deixaram pelo menos 42 mortos, entre eles seis menores de idade, na Amazônia e na fronteira com a Venezuela. O presidente recebeu críticas por vídeos publicados no perfil oficial da Presidência no Instagram nos dias 2 e 4 de setembro. Nas gravações, ele aparece caminhando entre corpos envolvidos em sacos plásticos brancos depois de informar sobre os resultados das operações. Presidente apareceu ao lado de quatro corpos No episódio mais recente, De la Espriella concedeu na semana passada uma entrevista coletiva na cidade caribenha de Riohacha para informar sobre a morte de um criminoso conhecido pelo codinome Bendito Menor, que, segundo as autoridades, aterrorizava o norte do país. A declaração aos meios de comunicação foi acompanhada por quatro corpos estendidos no chão. De la Espriella conta com o apoio dos Estados Unidos em sua guerra contra as máfias na Colômbia, país que mais produz cocaína no mundo.