Presidenciáveis de direita reagiram à retirada de sigilo do caso Master e subiram o tom contra integrantes da Corte citados nas investigações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (MBL) — Foto: Agência O Globo//Reprodução/YouTube Candidato à presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse que há uma "gangue" de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas elogiou a retirada do sigilo do caso Master nesta sexta-feira. Já Renan Santos (Missão) afirmou que, caso eleito, não cumprirá decisões de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos citados nos inquéritos que apuram o esquema de fraudes financeiras do banco de Daniel Vorcaro. — Quem anda com Daniel Vorcaro, que é o maior bandido desse país, não pode ser considerado alguém correto. Alguém que fez um contrato com a esposa de R$ 129 milhões e estava atendendo telefone e dando consultoria para o bandido. Outro que fez transação acionária. O outro fez um congresso patrocinado pelo bandido e pediu para não divulgar o nome do banco. Então, está claríssimo: nós temos ministros que são verdadeiros bandidos. Formou-se uma gangue lá — disse Zema durante uma agenda em Fortaleza (CE) ao lado do vice, o senador Eduardo Girão. Na ocasião, o ex-governador disse que planeja acompanhar de Brasília a sessão do Supremo da próxima terça-feira, que analisará as conversas entre Moraes e Vorcaro, e defendeu o "afastamento imediato" e a demissão de autoridades que tiverem ligação comprovada com o Master. — Eu fico muito feliz, muito satisfeito de tudo estar vindo à tona. Espero que continue assim. Na minha opinião, quando se fala de investigação de autoridades, principalmente as mais altas, tudo tem que ser mostrado. Se alguém se envolveu com bandido, tem que ser afastado imediatamente. E não só o afastamento. É preciso a demissão das pessoas que se beneficiaram do seu cargo e receberam dinheiro — disse. Questionado sobre o caso Dark Horse, que resultou na abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-mandatário mineiro disse que "para onde foi o dinheiro do Daniel Vorcaro tem que ser investigado", mas amenizou o discurso ao falar sobre pessoas que trabalharam para o Master. — Quem recebeu dinheiro deles está sujeito a estar envolvido em alguma coisa ilícita. É lógico que eles podem ter pagado uma folha de funcionários que não sabia de nada, que foi trabalhar no banco Master e foi vítima dessa situação. Talvez tenham feito propaganda. Não são todos que receberam dinheiro de má-fé, mas, como estamos vendo, quando se trata de políticos, muita gente foi comprada — afirmou. Descumprimento de decisões Já Renan Santos subiu o tom contra Flávio, classificando-o como "ladrão" e negando o apoio a ele no segundo turno, durante a sabatina do UOL/Folha nesta sexta-feira. Ao responder sobre a crise institucional do Supremo, disse que não atenderá a determinações de Moraes e de Toffoli. — Eu não vejo legitimidade no Alexandre de Moraes e no Dias Toffolli. Para mim, eles não são ministros e não tinham que estar no STF. A presença deles é anômala. A gente vai ficar fingindo normalidade. Tem esses ministros bandidos aqui que fazem negócio, estão recebendo dinheiro, que estão usando inquéritos como instrumentos de barganha, e eu não vou aceitar. Se eu ganhar a eleição, eu não vou tratar uma decisão que vem do Toffoli e do Moraes como aceitável — disse Renan. Durante a entrevista, o presidenciável do Missão também disse que os eleitores estão anestesiados pelos escândalos e não têm tido disposição para discutir esses temas, mesmo com a proximidade da eleição. — Esse torpor é uma grande novidade e tão estranho. Eu volto nisso porque a polarização está se dando em termos meramente, vamos dizer, numéricos nas pesquisas. Você tem o bloco do Lula e o bloco do Bolsonaro, mas não há discussão entre os fãs e seguidores de cada um. A campanha do Lula é uma campanha vazia. As redes sociais do Lula estão vazias. Você não encontra pessoas nos bares defendendo ele e tampouco o Flávio — afirmou na sabatina.
Zema fala em 'gangue' de ministro do Supremo, e Renan diz que não cumpirá decisões de Toffoli e Moraes
Presidenciáveis de direita reagiram à retirada de sigilo do caso Master e subiram o tom contra integrantes da Corte citados nas investigações








