Candidato do Novo à Presidência concedeu entrevista e participou da instalação de um painel em um prédio com a expressão 'chega de intocáveis', em crítica aos ministros da Corte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, em ato na avenida Paulista — Foto: Reprodução/Instagram O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, protestou contra o Supremo Tribunal Federal (STF) neste 7 de Setembro, com críticas a ministros durante entrevista a jornalistas e a instalação de um painel em um prédio com a expressão "chega de intocáveis", como ele se refere aos integrantes da Corte. Com uma camiseta com a imagem de um fantoche atrás das grades, representando um ministro do STF, e a frase "intocáveis na cadeia", Zema circulou pela região acompanhado de alguns apoiadores e fez uma postagem para as redes sociais aparecendo em frente ao painel estendido por sua campanha, em um edifício perto da esquina com a rua da Consolação. O ex-governador de Minas Gerais criticou o ministro Alexandre de Moraes pelas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e fez cobranças à ministra Cármen Lúcia para que se posicione favoravelmente à continuidade das investigações que ligam membros do Supremo ao escândalo do Banco Master. "É um escárnio contra o brasileiro de bem, que trabalha e paga impostos e está cansado, indignado, com essa situação. Não dá mais para nós tolerarmos uma situação dessa. Em qualquer país minimamente civilizado, onde se tem vergonha na cara, um ministro como esse, prestando serviços para um bandido, teria sido expelido, teria sido expulso e, muito provavelmente, encarcerado. O lugar dele é esse. É um bandido, enriquecendo, porque exerce um cargo para o qual já é muito bem remunerado", afirmou. "As pessoas com quem esse banqueiro, o senhor Vorcaro, encontrou são as mais altas figuras da República, com quem ele tomou uísque, com quem viajou no jatinho, deu carona, deu festas, convidou, conviveu e comprou", acrescentou. Zema declarou esperar que a consciência de Cármen Lúcia "fale mais alto do que o espírito corporativista" e que ela se manifeste pelo aprofundamento das apurações envolvendo colegas. "Tenho certeza que ela não vai caminhar nesse sentido. Sei que é uma pessoa do bem. Hoje, está isolada lá", disse. O presidenciável criticou ainda o ministro Flávio Dino, afirmando que ele "faz parte lá da turminha que quer que tudo continua como está". Dino fez manifestação no fim de semana interpretada como uma crítica ao presidente do STF, Edson Fachin, por ter defendido o fim do inquérito das fake news. "É a mesma turminha que nós já conhecemos, e estamos vendo do que são capazes de fazer", disse o candidato do Novo, citando ainda os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Zema voltou a prometer que, caso eleito, vai propor reformas no Judiciário, com mudanças nos critérios para a escolha dos ministros do STF. Ele repetiu nesta segunda-feira que pretende estabelecer uma lista tríplice para guiar as indicações feitas pelo presidente da República. Além disso, defendeu a idade mínima de 60 anos para ocupar o cargo e disse que quer acabar com decisões monocráticas no Supremo. À tarde, a avenida Paulista deve receber manifestação convocada pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que com o ato também mira o Supremo, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT.