Candidato do Novo falou em evento realizado em Brasília 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema participa de evento em Brasília — Foto: Brenno Carvalho/O Globo O ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federa (PF) , Andrei Rodrigues, dada por André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão de Mendonça foi tomada após ele ser provocado por uma ação do partido Novo, legenda pela qual Zema disputa o Palácio do Planalto. A declaração do candidato aconteceu após a participação de um evento organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), em Brasília. — Nós só vamos resolver isso levando as investigações adiante com os envolvidos afastados da mesma. Esse diretor-geral que tomou uísque com um banqueiro bandido Vorcaro, ele próprio conduziu a investigação. Espera aí, precisa de isenção. Qualquer país sério a pessoa se afasta. Aqui no Brasil parece que ele quer abraçar ainda mais o caso pra poder ficar — disse. Mais cedo, em uma escalada da crise que atinge o STF, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da PF. Segundo o ministro, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. O relator dos casos Master e INSS também declarou que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela PF. A decisão aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes usar relatórios apócrifos da PF para acusar Mendonça de ter cometido os crimes de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução dos casos Banco Master e INSS, dois esquemas bilionários de corrupção que atingiram lideranças políticas de diferentes matizes políticos. A crise começou na semana passada, quando Mendonça levantou o sigilo de mensagens que mostram que Daniel Vorcaro, do escândalo de fraude financeira do Master, tinha a expectativa de auxílio de Moraes, deAndrei e do chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet. Zema se queixou da crise e disse que os ministros envolvidos no escândalo do Master precisam ser punidos. — A permanência de alguns ministros no Supremo Tribunal Federal é uma vergonha para o Brasil. Em qualquer país sério do mundo esses ministros não só estariam afastados como estariam detidos. O candidato também reclamou do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). – É necessário que nós tenhamos alguém, principalmente o presidente da República, que chegasse e falasse: "eu quero que tudo seja apurado nos mínimos detalhes e a punição seja exemplar doa a quem doer". Em outro momento do evento, o ex-governador falou sobre propostas para as emissoras e se queixou do uso que ferramentas de Inteligência Artificial fazem de veículos de notícia. — Se a mídia tem todo o trabalho de gerar esse conteúdo e a inteligência artificial faz uma varredura, que seja estudada uma maneira de compensar, de se remunerar esse trabalho. Senão nós estamos falando quase de legalizar uma pirataria.