Com alguma frequência, o presidente Donald Trump diz ao público que conduzir uma política imigratória agressiva, baseada em prisões, deportações e fechamento de fronteiras, é necessário para proteger a segurança dos Estados Unidos.
É um discurso tradicional do Partido Republicano há pelo menos duas décadas, que vez ou outra aparece também verbalizado por políticos democratas. É, também, um reflexo permanente dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 executados pela Al Qaeda.
Com o passar dos anos e o distanciamento desse episódio que mudou o país, a afirmação de que as ações do ICE, a agência de imigração americana, são uma consequência direta dele pode causar estranhamento. Mas é isso que mostra a história.
"[O 11 de Setembro] foi um divisor de águas na política de imigração dos EUA", afirma a advogada Elizabeth OuYang. Professora da Universidade Columbia, em Nova York, ela ensina a seus alunos exatamente esse tema: as políticas migratórias criadas após o 11/9.
"Mesmo antes do 11/9, já havia um começo de mudança, um novo direcionamento para a repressão à imigração", prossegue OuYang.








