IPCA no Brasil e índice de preços ao consumidor dos EUA concentram as atenções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O aumento nas apostas em uma vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de outubro impulsionou os ativos brasileiros, que se descolaram do mau humor externo na sessão de ontem, apesar do salto dos preços do petróleo e da disparada dos juros americanos de longo prazo. Nesta sexta-feira, o dia é de realização de lucros nos mercados internacionais, com possíveis repercussões no Brasil, a depender do noticiário político em um dia que já era bastante aguardado pelos investidores com a divulgação de dados de inflação. No campo político, a retirada do sigilo de processos do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) concentra as atenções e leva a uma calibragem das apostas dos participantes do mercado na eleição presidencial de outubro. Ontem, plataformas de mercados preditivos, que são proibidas no Brasil, passaram a mostrar Flávio como favorito a vencer a disputa pelo Planalto, o que deu base para um rali dos ativos domésticos, sobretudo no mercado acionário. O exterior negativo limitou a valorização dos mercados brasileiros de câmbio e de juros, diante do salto de 7% dos preços do petróleo, que pressionou de forma aguda os rendimentos dos Treasuries. Na manhã desta sexta-feira, um processo de realização de lucros toma conta dos mercados internacionais. Há pouco, por volta das 7h50 (de Brasília), a taxa da T-note de dez anos caía 2,2 pontos-base, para 4,947%, enquanto o petróleo Brent para entrega em novembro recuava 3,80%, a US$ 103,54 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O bom humor externo será testado pelo índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA referente a agosto, que será chave para determinar as apostas dos investidores em relação a um aumento dos juros americanos na próxima semana pelo Federal Reserve (Fed). No consenso de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, a expectativa mediana é de uma alta de 0,4% do índice “cheio” no mês e de 3,4% no acumulado em 12 meses. Em relação ao núcleo, o consenso aponta para uma alta de 0,2% na passagem de julho para agosto e de 2,4% em 12 meses, o que representaria leve desaceleração na comparação com os 2,5% observados em julho. É possível que a volatilidade nos mercados globais fique bastante elevada ainda durante a manhã, assim que o CPI de agosto for divulgado, já que os mercados estão bastante atentos a esses dados e já se preparam para os números de inflação há uma semana. No Brasil, o IPCA de agosto também estará no foco dos investidores, que esperam uma deflação de 0,28% devido ao bônus de Itaipu, mas eventuais reflexos nos preços dos ativos devem ficar contidos ao mercado de NTN-B e à ponta curta da curva de juros futuros.