Investidores reagem a diversas notícias interpretadas como favoráveis a uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no pleito presidencial de outubro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As principais classes de ativos domésticos reverteram a tendência negativa das primeiras horas de pregão e passaram a mostrar forte valorização no fim da manhã desta quinta-feira, em meio a diversas notícias interpretadas como favoráveis a uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais de outubro. Hoje, o senador carioca ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas apostas de vitória em uma das plataforma de mercado preditivo, que são proibidas no Brasil. Até ontem, Lula estava à frente nas apostas. Participantes do mercado também afirmam que há uma expectativa de que Flávio supere Lula nas intenções de voto do segundo turno em novas pesquisas de intenção de voto que devem ser apresentadas à tarde e nos próximos dias, o que ajuda a impulsionar ativos domésticos. Uma declaração de Augusto Cury (Avante) de que não apoiaria “em hipótese alguma” Lula em um eventual segundo turno, condicionando qualquer apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à apresentação de explicações sobre as doações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, também foi bem-recebida por agentes financeiros. Há, assim, uma sensação no mercado de aumento da possibilidade de mudança da política econômica no próximo ano, o que tem apoiado o otimismo com os ativos financeiros nos últimos dias e que se mostra ainda mais forte nesta quinta-feira. Isso faz com que o mau humor externo fique totalmente em segundo plano no mercado local. Nesse ambiente, por volta de 12h, o Ibovespa subia 1,53%, aos 188.467 pontos, na máxima intradiária. Após subirem mais de 10 pontos-base (0,1 ponto percentual) no começo da sessão, os juros futuros passaram a exibir queda firme diante da queima de prêmios de risco por conta do quadro eleitoral. No mesmo horário, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2029 cedia de 13,86% a 13,73%, e a do DI de janeiro de 2031 recuava de 14,09% para 13,925%. O dólar à vista também mudou de orientação, abandonando leve alta e passando a recuar frente ao real. Com isso, a divisa brasileira, que mais cedo estava longe do topo do ranking das moedas mais fortes do dia, passou a ser a terceira com a maior valorização. Perto do horário mencionado acima, o dólar recuava 0,43%, a R$ 5,0896. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,13%, aos 98,941 pontos. Ao contrário do alívio observado no Brasil, o pregão lá fora ainda é de aversão a risco diante do salto do petróleo a US$ 105 por barril. Na renda fixa, a taxa da T-note de dez anos subia de 4,844% a 4,917%, ao passo em que o índice S&P 500, referência da bolsa nova-iorquina, caía 0,43%, a 7.603,56 pontos. Lula e Flávio Bolsonaro — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales/Divulgação
Ativos locais se descolam do exterior e passam a exibir forte valorização de olho em cenário eleitoral
Investidores reagem a diversas notícias interpretadas como favoráveis a uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no pleito presidencial de outubro








