Permanece o sentimento de cautela com os mercados locais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Em um momento em que o estrangeiro acelera a saída dos ativos brasileiros e de maior volatilidade com a aproximação das eleições, os investidores acompanham nesta sexta-feira a nova pesquisa Genial/Quaest. A agenda ainda inclui a Pnad Contínua de julho e, no exterior, os dados de expectativas de inflação da Universidade de Michigan, após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) e o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aliviarem as pressões inflacionárias e praticamente descartarem uma alta de juros americano em setembro. Como mostra reportagem do Valor, além de o investidor não residente retirar R$ 4,7 bilhões da bolsa no pregão de 11 de agosto, representando a maior saída diária desde abril de 2021, os saques ultrapassam os R$ 32 bilhões desde abril deste ano, reduzindo o saldo positivo acumulado em 2026 para R$ 24,4 bilhões. Entre as razões para o movimento, o diretor de investimentos da Sycamore Capital, Jean Van de Walle, cita a alta probabilidade de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A gestora, que possui US$ 180 milhões sob gestão, reduziu a exposição a ações brasileiras de 5% para próximo de zero. Já o chefe de pesquisa macroeconômica global da Ashmore, Gustavo Medeiros, atribui parte das saídas a um movimento técnico de rebalanceamento de portfólios. De qualquer forma, o sentimento de cautela com os mercados locais permanece, enquanto as ações globais avançam a caminho da terceira semana consecutiva de ganhos, com destaque para o S&P 500 que renovou sua máxima histórica de fechamento na sessão desta quinta-feira. Por volta das 8h, o futuro do S&P 500 rondava a estabilidade e do Nasdaq avançava 0,16%. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,26%, aos 99,704 pontos, à medida em que as apostas de uma alta de juros nos EUA são adiadas para dezembro. Já os rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos avançavam para 4,659% e 5,239%, respectivamente. Como mostrou o blog de mercados do Valor, o Intraday, o leilão de US$ 25 bilhões em T-bonds de 30 anos ontem saiu a uma taxa de 5,216%, a maior desde 2001. Na avaliação de participantes do mercado, a ponta longa da curva americana deve seguir pressionada diante das preocupações fiscais, após o déficit dos EUA atingir US$ 432 bilhões em julho, ante US$ 291 bilhões no mesmo período de 2025.
Manhã no mercado: Investidores acompanham pesquisa eleitoral, Pnad e expectativas de inflação nos EUA
Permanece o sentimento de cautela com os mercados locais








