A cada três anos, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulga os resultados de uma avaliação internacional que mede o desempenho de jovens de 15 anos em matemática, leitura e ciências. Os dados mais recentes, publicados na última terça-feira (8), eram aguardados com expectativa de recuperação após a forte queda registrada na rodada anterior, realizada logo depois da pandemia.

No entanto, não foi isso que aconteceu. Nos países ricos, principal foco do levantamento, as notas caíram novamente nas três áreas avaliadas, ampliando o alerta sobre os impactos persistentes da pandemia na aprendizagem.

Em leitura, a queda está, na verdade, se acelerando. Esses dados sugerem que existem fatores de longo prazo pressionando para baixo o desempenho escolar e que, sem uma correção rápida, as habilidades dos alunos podem ainda chegar a níveis mais baixos. Qualquer pessoa preocupada com os jovens de hoje —e com as economias de amanhã —deveria estar alarmada.

O Pisa mede as habilidades dos estudantes quando eles se aproximam do fim da escolarização obrigatória. Ao longo dos anos, aumentou o número de sistemas educacionais participantes. Os testes mais recentes foram aplicados nos 38 países-membros da OCDE e em outros 53 locais, muitos deles economias em desenvolvimento. Os resultados são usados para criar uma espécie de ranking internacional.