O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up, foram os principais alvos de uma operação da Polícia Federal nesta quinta (10). A ação voltou a colocar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL), nos holofotes.

A operação foi feita no âmbito de um inquérito relatado por Flávio Dino no STF (Supremo Tribunal Federal), não no processo do caso Master, relatado por André Mendonça. A PF aponta a suspeita de uma organização criminosa que desviaria o dinheiro de emendas parlamentares com a subcontratação irregular de empresas e a não realização de serviços.

O esquema teria movimentado "centenas de milhões" de reais até julho deste ano. Segundo o relatório, R$ 750 mil teriam sido repassados à produtora do filme com origem em dinheiro público de emendas de Frias. O deputado chamou a operação de cortina de fumaça, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Dino age por interferência política.

No Café da Manhã desta sexta-feira (11), que trata da operação sobre o filme "Dark Horse", a colunista da Folha Mônica Bergamo explica como funcionaria o esquema do qual é acusado Mario Frias e analisa os impactos do caso em meio à crise no STF.

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