O Partido dos Trabalhadores aprovou nesta quinta-feira (10) uma resolução em que defende endurecer as penas para corrupção, peculato e tráfico de influência quando esses crimes forem cometidos por juízes e ministros. A decisão ocorreu em meio à crise sem precedentes na história do STF (Supremo Tribunal Federal).

No documento, a sigla do presidente Lula (PT) volta a defender uma reforma do Poder Judiciário. "Hoje reafirmamos nossa posição de que o sistema de justiça deve garantir os direitos fundamentais do povo brasileiro, não ser um balcão de negócios de interesses privados", diz o texto.

Entre as medidas elencadas pelo PT estão iniciar o debate sobre mandatos nas cortes superiores, o que foi defendido por Lula em entrevista ao SBT News nesta quinta, além da imposição de quarentenas (tempo de afastamento para exercer determinada função) mais duras e "que imponham a conduta ética".

Como mostrou a Folha, as propostas vêm como resposta ao diagnóstico do próprio partido de que a campanha de reeleição de Lula está em risco com o aumento das tensões causada principalmente pelas investigações sobre o Banco Master. O caso escancarou uma disputa pública entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que foram ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.