Partido argumenta que vazamentos têm atrapalhado o debate eleitoral; presidente Lula, que concorre à reeleição, defendeu nesta semana a quebra de sigilo completa do caso 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo - 4/9/2026 O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou dois pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a retirada do sigilo das investigações referentes ao caso do Banco Master. As petições foram encaminhadas na noite de ontem aos ministros André Mendonça e Flávio Dino O partido segue o argumento de que vazamentos têm atrapalhado o debate eleitoral, mote da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no qual o próprio tem se engajado em meio à crise institucional do STF. “O resultado é uma publicidade em mosaico: são públicos os feitos incidentais mais recentes e os documentos deles desentranhados; permanecem sigilosos os autos principais, que contêm o contexto. É sobre esses recortes – e sobre o que deles vaza – que se constrói, a menos de um mês do primeiro turno, o debate eleitoral”, diz a ação encaminhada a Mendonça. O PT e a campanha de Lula veem motivação eleitoral na determinação de Mendonça para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje principal adversário na disputa ao Palácio do Planalto. Na leitura petista, haveria uma seletividade do ministro ao liberar o sigilo de alguns casos, como as mensagens do ministro Alexandre de Moraes para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e não do caso do filme "Dark Horse", ligado diretamente à candidatura bolsonarista. É o que o partido tem chamado de "vazamento seletivo", algo que tem feito Lula fazer reclamações dentro da própria Polícia Federal (PF). "A divulgação oficial, integral e simultânea retira do vazador esse poder de edição. Quando o conjunto está disponível para todos, o recorte perde valor, porque pode ser imediatamente confrontado com o inteiro”, argumenta o pedido. Mendonça é o relator dos processos sobre os repasses de Vorcaro ao "Dark Horse" e sobre os desvios no INSS, e Dino é responsável pela investigação de emendas parlamentares, argumenta o partido sobre as escolhas dos ministros. Cada um, no entanto, está em uma "ponta" da Corte: o primeiro foi ministro e indicado por Jair Bolsonaro (PL), enquanto o segundo também foi ministro e indicado por Lula.