Internamente, a legenda prevê um impacto, mas ainda calcula a dimensão e debate a estratégia para lidar com o episódio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo - 3/9/2026 O Partido dos Trabalhadores (PT) convocou para esta quinta-feira (10) uma reunião da Executiva nacional para discutir a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e os impactos da crise do Supremo Tribunal Federal (STF) na corrida eleitoral. Internamente, a legenda prevê um impacto a Lula, mas ainda calcula a dimensão e debate a estratégia para lidar com o episódio. No âmbito político, o presidente tem tentado se equilibrar entre passar uma mensagem que cobre resolução dos casos por parte do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), ao mesmo tempo em que busca não entrar em conflito direto com os magistrados. O governo teme que, se o petista tomar uma atitude mais drástica, pode trazer impactos à sua campanha. A equipe política ainda dimensiona o impacto negativo dessa crise no pleito, a pouco mais de 20 dias do primeiro turno. Se, por um lado, parte da campanha vê que pode fortalecer o discurso da transparência e da investigação a todos, especialmente no âmbito da investigação do Banco Master, por outro lado, também alegam que coloca todas as instituições sob suspeita. O foco, segundo fontes da equipe de campanha, seguirá sendo na crítica à falta de transparência e defesa pela apuração da fraude do Banco Master, com o qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na disputa ao Palácio do Planalto, tem acusações de envolvimento com o ex-banqueiro e dono da instituição, Daniel Vorcaro. Na quarta-feira (9), o presidente pediu a divulgação dos sigilos do caso Master e explicações por parte STF em meio à crise na Corte. Para além da crise na Corte Suprema, o PT também deve discutir a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7), que apontou empate numérico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Os dois aparecem com 41% das intenções de voto. A poucas semanas das eleições, auxiliares da campanha veem que está sem rumo e não dá uma orientação direta aos militantes para lidar com as recentes crises. O governo federal viu que a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do cargo tem influência eleitoral, e objetivo de beneficiar Flávio na disputa presidencial. Segundo interlocutores do petista, Mendonça está sendo usado como "cabo eleitoral" do candidato do PL. O magistrado foi indicado ao STF pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro e empossado no dia 16 de dezembro de 2021.