Barril não atingia esse nível desde maio pouco antes de uma trégua na região e da assinatura, em junho, de um protocolo de acordo entre o Irã e os Estados Unidos para pôr fim ao conflito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O preço do petróleo dispara, enquanto os investidores avaliavam as novas tensões no Oriente Médio em relação aos sinais de que os embarques continuavam a ocorrer pelo disputado Estreito de Ormuz — Foto: Kaylee Greenlee/Bloomberg O impasse no Oriente Médio, a expansão do conflito para o Mar Vermelho e as contínuas perturbações no Estreito de Ormuz provocaram uma nova alta nos preços do petróleo, que tendem a se manter acima dos US$ 100. A situação é sentida nos postos de gasolina, com um aumento sem precedentes nos preços. O barril do tipo Brent, referência internacional do petróleo, fechou nesta quinta-feira a US$ 107,63, um salto de 6,34% em relação ao dia anterior e de mais de 20% desde a retomada das hostilidades no Oriente Médio. Já a referência americana, o WTI, fechou a US$ 102,48, disparando 6,69% ao longo do dia. O barril de petróleo não atingia esse nível desde maio, pouco antes de uma trégua no Oriente Médio e da assinatura, em junho, de um protocolo de acordo entre o Irã e os Estados Unidos para pôr fim ao conflito. O Brent acumula alta de mais de 75% neste ano, embora o índice de referência permaneça bem abaixo do pico de US$ 126 o barril alcançado durante a guerra, em abril, em parte pelo fato de que algum petróleo bruto ainda estar saindo do Golfo Pérsico. Nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter mirado um drone marítimo americano no estratégico Estreito de Ormuz. No dia anterior, Teerã atacou cerca de vinte embarcações em resposta aos ataques americanos. O Irã sinalizou que não pretende recuar diante de um bloqueio naval americano e que vai intensificar seus ataques caso os EUA continuem atacando seu território. No mais recente desdobramento no Oriente Médio, os houthis, apoiados pelo Irã no Iemen, avançaram em sua tentativa de tomar Mokha, uma importante cidade portuária no Mar Vermelho, colocando o grupo em uma posição mais favorável para ameaçar o transporte marítimo no Estreito de Bab el-Mandeb, outra importante via marítima na região. Ainda assim, os ganhos se aceleraram no mercado de petróleo nos últimos dias. O preço de referência do mercado físico do Brent datado foi de US$ 120 o barril nesta quinta-feira, com novas compras da Ásia apertando a oferta. Essas compras ocorrem enquanto os motoristas estão pagando mais para abastecer seus veículos, com os preços do diesel no varejo nos EUA próximos do nível sem precedentes de US$ 6 por galão, enquanto os contratos futuros de gasóleo na Europa se aproximam de US$ 200 o barril. Os contratos futuros de diesel nos EUA subiram acima de US$ 5 por galão pela primeira vez desde abril de 2022 nesta quinta-feira, enquanto os preços da gasolina nas bombas atingiram nesta semana um recorde para o feriado do Dia do Trabalho. Por enquanto, os estoques de diesel dos EUA devem cair neste mês para o menor nível em mais de duas décadas, segundo a Administração de Informação sobre Energia (EIA). Dados semanais da agência mostraram que os estoques de destilados aumentaram em 2,1 milhões de barris, embora a oferta ainda esteja no menor nível sazonal já registrado. Os estoques de gasolina também aumentaram. O aumento dos estoques de combustíveis oferece algum alívio em relação ao aperto da oferta no curto prazo, mas as perspectivas mais amplas continuam sombrias. A alta dos preços da gasolina e do diesel nos EUA se tornou um problema político para os republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro, e o presidente Donald Trump, que iniciou a guerra contra o Irã ao lado de Israel no fim de fevereiro, afirmou que os preços da gasolina não cairão antes da votação.
Impasse na guerra no Oriente Médio faz petróleo disparar mais de 6%, fechando a US$ 107,63
Barril não atingia esse nível desde maio pouco antes de uma trégua na região e da assinatura, em junho, de um protocolo de acordo entre o Irã e os Estados Unidos para pôr fim ao conflito









