Escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã faz commodity disparar novamente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mapa mostra Estreito de Ormuz e barris de petróleo impressos em 3D — Foto: Dado Ruvic / Reuters A leitura de que a eleição de outubro será mais acirrada do que se esperava há um mês fez os ativos locais se descolarem do ambiente externo na véspera e pode seguir impulsionando os mercados nesta quarta-feira. No exterior, porém, prevalece uma forte aversão a risco, após o preço do petróleo Brent ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, diante da escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã. Os houthis do Iêmen, apoiados pelo governo iraniano, lançaram ataques contra várias cidades da Arábia Saudita, segundo a Reuters, implicando mais um aliado dos EUA no conflito, enquanto as forças americanas atingiram vários petroleiros iranianos e Teerã atacou uma base americana na Jordânia. Os ataques provocaram uma disparada nos preços do petróleo e aumentam os temores sobre a inflação global, antes da divulgação dos dados americanos na sexta-feira. Por volta das 8h, o Brent com entrega para novembro subia 2,54%, cotado a US$ 100,42 por barril, enquanto o WTI para outubro avançava 2,05%, a US$ 94,96. Em Wall Street, o futuro do S&P 500 cedia 0,37% e do Nasdaq perdia 0,50%. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,08%, aos 98,79 pontos. No cenário local, pesquisas mostram empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno. A percepção de uma disputa mais equilibrada ocorre na esteira da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que ganhou um novo capítulo após o ministro André Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Mendonça argumentou ter sido monitorado pela corporação por mais de 30 dias e embasou a decisão nos mesmos relatórios utilizados, na semana passada, por Alexandre de Moraes para acusá-lo de abuso de autoridade e pedir que o colega fosse investigado. O presidente da Corte, Edson Fachin, deu 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) que questiona o afastamento de Rodrigues da PF.
Manhã no mercado: Petróleo a US$ 100 impõe cautela, mas quadro eleitoral pode sustentar ativos locais
Escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã faz commodity disparar novamente
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