Ações militares evidenciam risco de o conflito se espalhar pela região e agravar ainda mais as interrupções no fornecimento de combustível aos mercados mundiais. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Barris de petróleo — Foto: Jack & Sue Drafahl/Pexels Os investidores voltam do feriado no Brasil e nos Estados Unidos repercutindo a alta dos preços do petróleo no exterior e ainda os dados mais fortes do que o esperado do mercado de trabalho americano, que aumentam as chances de alta dos juros em setembro. Por aqui, a nova pesquisa eleitoral Quaest mostrou empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o que deve dar algum impulso aos ativos locais. Os novos ataques entre Washington e Teerã impulsionam os preços do petróleo, diante dos temores de novas interrupções no fornecimento no Oriente Médio. O movimento ocorre após os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacarem instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, segundo a Reuters. As ações militares evidenciam o risco de o conflito se espalhar pela região e agravar ainda mais as interrupções no fornecimento de combustível aos mercados mundiais. A escalada do conflito mantém o petróleo em alta e amplia a aversão a risco nos mercados globais. Por volta das 8h, o Brent subia 1,66%, a US$ 98,61 por barril, enquanto os futuros dos índices de Nova York recuavam, com o S&P 500 cedendo 0,28% e o Dow Jones perdendo 0,78%. Já o DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,18%, aos 99,001 pontos. Apesar das tensões no exterior, a perspectiva de um desempenho positivo dos ativos locais ganha força após a divulgação da pesquisa Quaest. O levantamento mostrou Lula e Flávio Bolsonaro empatados, com 41% das intenções de voto cada, em um eventual segundo turno. Outros 13% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 5% estão indecisos. Na rodada anterior, Lula tinha 42%, ante 41% de Flávio. Assim, o “trade eleitoral”, que tem ganhado tração nas últimas semanas diante da percepção de uma disputa mais equilibrada, pode voltar a dar impulso aos ativos brasileiros nesta terça-feira e ajudar a deixar as preocupações com o cenário externo em segundo plano. Na agenda da semana, os investidores aguardam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira, além do IPCA de agosto e do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, ambos na sexta-feira.