Aquecimento recorde no Pacífico pode superar maiores eventos já registrados e sinaliza um ano de 2027 com temperaturas extremas globais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Em 2023, El Niño aumentou as temperaturas de todo o Brasil e causou grandes queimadas no cerrado — Foto: Cristiano Mariz/ gência O Globo O atual fenômeno El Niño tem 75% de chance de atingir uma intensidade "histórica", anunciou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) na quinta-feira. De acordo com suas medições e modelos, o El Niño deve continuar a se intensificar até atingir seu pico ainda este ano. "Durante a temporada de outubro a dezembro de 2026, há 75% de chance de um evento histórico que exceda a intensidade dos eventos El Niño anteriores desde 1950", afirmou a NOAA. Há um mês, a NOAA estimava essa probabilidade em 69%. O fenômeno El Niño, sinônimo de secas, inundações e temperaturas extremas em todo o mundo, é uma variação climática natural que ocorre a cada dois a sete anos. As águas superficiais no Pacífico equatorial central e oriental começam a aquecer na primavera, levando a mudanças profundas nos padrões globais de vento, pressão e precipitação nos meses seguintes. No início de setembro, a Secretária-Geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, alertou que o atual evento El Niño "poderia ser mais poderoso do que qualquer outro observado desde que começamos a monitorá-lo". No passado, o El Niño causou ou agravou os riscos de secas e incêndios florestais em partes da Amazônia, América Central, Indonésia e Austrália, interrompeu as monções na Índia e provocou chuvas torrenciais no leste da África. Esse fenômeno soma-se ao impacto das mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas, que amplificam, em particular, os eventos climáticos extremos. Durante o ano seguinte a um evento El Niño, o calor armazenado no oceano é liberado na atmosfera, aumentando as temperaturas globais. Portanto, diversos climatologistas preveem que 2027 será o ano mais quente já registrado.