Uma minirrede solar está prestes a destravar uma unidade de processamento de açaí que ficou parada por quase uma década na comunidade Bela Conquista, na Reserva Extrativista Catuá-Ipixuna, no Amazonas. O sistema fotovoltaico abre caminho para um modelo de bioeconomia que impulsona o empreendedorismo e aumenta a renda de famílias que vivem da floresta em pé.

Com fornecimento constante de energia, a fábrica poderá processar até 36 mil litros de açaí por ano. O volume reduz perdas na colheita e amplia a capacidade de a comunidade vender o próprio produto, em vez de repassar a matéria-prima a intermediários.

Além da produção de açaí, a estrutura conta com 50 quilowatts-pico de capacidade solar e 165 quilowatts-hora de armazenamento em baterias. Antes da instalação, a instabilidade elétrica impedia o funcionamento pleno dos equipamentos e travava a produção da unidade.

A iniciativa é conduzida pela Fundação Amazônia Sustentável, pela Global Energy Alliance for People and Planet e pelo Ministério de Minas e Energia. Bela Conquista funciona como primeira referência de um modelo que os parceiros querem replicar em até 20 projetos-piloto nos próximos anos, alcançando cerca de 25 comunidades amazônicas.