Candidato do Avante pondera, no entanto, que candidato do PL 'está atolado com o Banco Master até as últimas consequências' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência — Foto: Maria Isabel Oliveira/Ag. O Globo O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, rejeitou a hipótese de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual segundo turno e disse que só endossaria Flávio Bolsonaro (PL) se o senador conseguir provar que não está envolvido em corrupção. "Não apoiaria em hipótese alguma Lula", disse nesta manhã (10), sob aplausos de uma plateia de convidados da Genial Investimentos, localizada na Faria Lima, em São Paulo. "Agora, o Flávio, pelo amor de Deus, está atolado com o Banco Master até as últimas consequências", completou, antes de condicionar um eventual apoio ao senador. Cury repetiu que espera estar no segundo turno, mas indicou que não ficará neutro se a disputa se afunilar entre os dois atuais líderes das pesquisas. "Ele [Flávio] teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o 'Dark Horse', [...] e teria que pegar meu plano de governo, ir a um cartório e fazer um registro de que vai cumprir", disse, citando suas condições para aderir ao candidato do PL. "Ele vai ter que se explicar muito. Agora, se ele se explicar, acho que todo mundo apoia. Se explicar bem, claro [que o apoio]", completou Cury. Ao fim do evento, questionado por jornalistas, o presidenciável afirmou que, se Flávio cumprir os requisitos que está colocando, as pessoas que o seguem estarão "liberadas" para votar no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, num confronto contra Lula. O candidato disse ainda que pairam dúvidas sobre a relação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. "Ele [Vorcaro] estava com tornozeleira eletrônica, e [Flávio] foi lá pedir uma parte do dinheiro que ainda devia. Essa promiscuidade com o banco Master tem que ser resolvida, doa a quem doer." Segundo pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7), Lula tem 36% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%, e Cury, com 8%. Em eventual segundo turno, o candidato à reeleição está empatado com o nome do PL, com 41%. Cury participou de conversa com clientes da Genial Investimentos, que já recebeu para eventos semelhantes os presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Os candidatos são questionados sobre o cenário político brasileiro, os principais desafios do país e as perspectivas para os próximos anos. Na quarta-feira (9), Cury foi recebido na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para um café com o presidente da entidade, Paulo Skaf. O presidenciável já fez elogios ao dirigente e disse que gostaria de contar com ele no governo, caso eleito. O candidato do Avante também se reuniu nesta semana com representantes da Galápagos Capital, na terça-feira (8). Segundo a campanha, o encontro "integrou a agenda de interlocução da campanha com o mercado financeiro e empresarial", com discussões sobre temas ligados à geração de empregos, empreendedorismo, inovação e responsabilidade fiscal. Após a reunião, Cury disse que um dos temas abordados com a Galápagos foi a taxa de juros "insuportável" em vigor no país, que tem afetado empresas, comércios e famílias. "O Brasil tem que ser responsável fiscalmente. O governo brasileiro tem que ser mais enxuto, mais eficiente", afirmou, ao defender o corte de cargos comissionados e medidas para aumentar a produtividade da economia, a fim de compensar deficiências futuras na Previdência Social.
Cury cogita apoiar Flávio em segundo turno se ele 'provar que não é corrupto'
Candidato do Avante pondera, no entanto, que candidato do PL 'está atolado com o Banco Master até as últimas consequências'







