Conteúdos de apoio ao escritor Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência, estão sendo impulsionados por terceiros nas redes sociais, uma prática irregular segundo a legislação eleitoral. A lei prevê que apenas candidatos, partidos e coligações podem contratar e pagar para promover os anúncios, que devem ser devidamente identificados.
Levantamento feito pela Folha com base na biblioteca de anúncios da Meta, conglomerado que reúne plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, encontrou mais de 60 anúncios, ativos e apagados, impulsionados nas últimas semanas com conteúdos positivos sobre Cury.
Procurado, o marqueteiro do escritor, Sergio Lima, afirmou que a campanha atua de acordo com as normas eleitorais. "Não temos conhecimento a respeito desses impulsionamentos", escreveu por mensagem de texto.
Cury explodiu nas redes sociais e deu um salto nas pesquisas na última semana de agosto, após participação no debate presidencial da Band. Em Datafolha divulgado na última quinta-feira (3), ele aparece com 8% das intenções de voto, em terceiro lugar, atrás do presidente Lula (PT), com 38%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33%.
No Instagram, influenciadores que não costumavam falar sobre política publicaram uma série de vídeos roteirizados em apoio a Cury, o que levantou suspeitas entre as campanhas adversárias de que ele pudesse estar pagando por essa publicidade, o que também é proibido pela legislação. O escritor ganhou quase 2,5 milhões de seguidores na rede em duas semanas.









