Cury mandou um 'abraço' ao magistrado que liberou relatório da PF com mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Augusto Cury em ato de 7 de setembro no Rio — Foto: divulgação Em um ato realizado na orla de Copacabana nesta manhã, o candidato à presidência Augusto Cury (Avante) fez críticas a Lula (PT) e Flavio Bolsonaro (PL) e prometeu pacificar o Brasil. Ele também fez acenos ao ministro André Mendonça em meio a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do caso Master. Leia mais Ele iniciou o ato com uma caminhada no calçadão de Copacabana, cercado de apoiadores e cabos eleitorais do Avante. Depois, subiu num trio elétrico e discursou prometendo acabar com a polarização política do país. “O Brasil não aguenta mais ser capturado por duas famílias. Tem que terminar esse governo de egos, onde duas famílias parecem que são donos da sociedade brasileira”, disse Cury. “Quem tem medo de chuva é quem nunca plantou uma horta. E com todo respeito, o Flávio Bolsonaro e o Lula nunca plantaram uma horta”, emnendou o escritor diante da chuva que começou a cair em Copacabana. Ainda durante o comício ele mandou um “abraço” para o ministro André Mendonça, em sinal de apoio ao magistrado. Após o ato, em entrevista a jornalistas, defendeu o STF deve ser pacificado e agir com transparência. “Eu quero que o doutor André Mendonça, o doutor Fachin e todos eles possam ter plena independência para poder investigar todos os indícios de corrupção”, afirmou Cury, evitando citar Alexandre de Moraes, um dos protagonistas da crise que o Supremo atravessa. O candidato do Avante defendeu ainda a importância do investimento em escolas de empreendedorismo em favelas e políticas públicas contra o feminicídio. O ato de Cury teve a presença de 1,4 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (CEBRAP/USP) e a ONG More in Common. A margem de erro é de 12%, ou seja, pode variar entre 1,3 mil e 1,6 mil participantes às 11h30, horário de pico da manifestação, segundo o instituto. A contagem é feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial, sendo a precisão da metodologia de 72,9% e acurácia de 69,5% na identificação de cada indivíduo. Quando o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, fez o ato em Copacabana na abertura da campanha, reuniu em torno de 8,9 mil pessoas, segundo o mesmo monitor. O público foi formado em grande parte por cabos eleitorais de candidatos da nominata do Avante no Rio, portando bandeiras de propaganda politica. Apoiadores usavam fitas brancas no pulso, símbolo da campanha do escritor que se apresenta como “pacificador”, distribuídas por organizadores do ato. O desfile ocorreu ao som do jingle de campanha do candidato do Avante, que diz “Cury é a cura”. O best-seller de livros de autoajuda despontou como terceiro colocado nas intenções de votos, após um crescimento surpreendente nas últimas semanas. Num prazo de duas semanas, Augusto Cury passou de 2% para 8% segundo a Datafolha. Seus perfis nas redes sociais também passaram por um boom e ele chegou a figurar como a pessoa que mais ganhou seguidores no mundo. Em cerca de uma semana, ganhou 2,5 milhões de seguidores no Instagram. Com forte presença nas redes sociais, seu crescimento digital também tem sido impulsionado por uma estratégia de compartilhamento de cortes e apoio de microinfluenciadores de fora da esfera da política. São personalidade da internet que falam de assuntos como vida fitness, religião e empreendedorismo, e vem anunciando apoio ao candidato do Avante. Apesar das campanhas rivais apontarem indícios de ações coordenadas, Cury garante que o apoio digital vem sendo conquista de forma orgânica. Até o momento sua campanha gastou um total de R$50mil com impulsionamento de conteúdos, segundo sua declaração parcial de despesas. O candidato do PSD Ronaldo Caiado, por exemplo, já gastou mais de R$78 mil.