Quem abriu o Instagram na última semana provavelmente se deparou com algum conteúdo de apoio ao escritor Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência. Inundou a rede social uma série de vídeos roteirizados publicados por influenciadores que anunciaram voto em Cury, assim como comentários em massa divulgando seu número de urna.
Em duas semanas, de 16 a 29 de agosto, o escritor ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram, muito à frente de Flávio Bolsonaro (PL), que acumulou cerca de 280 mil, de Renan Santos (Missão), com 158 mil, e do presidente Lula (PT), com quase 100 mil. Os números fazem parte de novo relatório do Instituto Democracia em Xeque (DX).
O movimento nas redes se refletiu em pesquisas divulgadas nesta segunda. Cury apareceu em terceiro lugar no levantamento BTG/Nexus, atrás de Lula (37%) e Flávio (31%), com 11% das intenções de voto –um aumento de nove pontos em relação à pesquisa anterior, da semana passada. No levantamento Atlas/Bloomberg, Cury despontou com 7,8%, empatado com Renan na terceira posição.
Campanhas adversárias levantaram suspeitas de que a equipe de Cury teria pagado influenciadores para fazer propaganda. Está sendo avaliado, por ao menos uma das campanhas, o ingresso de uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para investigar o caso. A legislação eleitoral proíbe a contratação de pessoas físicas ou jurídicas para fazer propaganda para candidatos na internet.










