Entre os 29 investigados estão o deputado federal Mario Frias (PL-RJ), alvo da operação, o ex-chefe de gabinete Raphael Augusto Azevedo e os assessores André Velloso Belleza Cortes e Luiz Claudio Faria Velloso, que atualmente trabalham no gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados. Todos os 29 alvos também foram atingidos por medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a proibição de contato entre os investigados e a proibição de deixar o país. Veja os 29 alvos da operação: Mario Luis FriasKarina Ferreira da GamaRaphael Augusto AzevedoAdemar de Sena SampaioAndré FeldmanDébora Gomes FeldmanWilliam Silva FerreiraAlex Leandro Bispo dos SantosDayvid Moreira MedeirosDaywson Moreira MedeirosGeorgia Helena Medeiros LiraHeric Fabiano DiasLuiza Tessari Rocha DiasPamella Cristiane DiasAna Patrícia Aguiar dos SantosMarcos Lima dos SantosFrancelino Aparecido Barreto PereiraFábio Lago MeirellesDiego Aguilera MartinezCatia Regina PeinadoKayo Henrique AzevedoRudyge Alex Scatolini BoldriniWemerson Marinho da GamaMarcello MachadoVanderlei Magalhães NatividadeBruno Cassimiro da SilvaAnna Karolina de Oliveira SilvaLuiz Claudio Faria VellosoAndré Velloso Belleza Cortes Em maio, o g1 revelou que comprovantes bancários indicavam que uma ex-funcionária do gabinete de Mario Frias pagou despesas pessoais da família do parlamentar e realizou transferências via Pix para Raphael Augusto Azevedo, que era chefe de gabinete do deputado à época. O caso passou a ser investigado por suspeitas de rachadinha no gabinete parlamentar. Raphael não consta atualmente entre os funcionários do gabinete de Frias na Câmara, segundo apuração da reportagem. Atualmente, ele se identifica, pelas redes sociais, como fotógrafo. A relação dos investigados inclui ainda dois integrantes do gabinete de Mario Frias que continuam trabalhando na Câmara. André Velloso Belleza Cortes ocupa atualmente cargo de secretário parlamentar no gabinete do deputado. Luiz Claudio Faria Velloso também atua como secretário parlamentar da equipe de Frias. Até a última atualização desta reportagem, a decisão que autorizou a operação não detalhava qual seria a participação individual de cada um dos investigados nas suspeitas apuradas pela Polícia Federal. Karina Gama, produtora do filme 'Dark Horse', e o deputado Mario Frias (PL-SP) são alvos de ação da Polícia Federal, que cumpre mandados de busca nesta quinta-feira (10). — Foto: Reprodução e Câmara dos Deputados Um dos mandados mirou o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que é dono do contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação dos pontos de wi-fi na periferia da capital. Da lista dos 29 alvos, o nomes envolvidos nesse contrato são os de: Karina Ferreira da Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Go Up produções; André Feldman e a esposa Débora Gomes Feldman, donos das empresas Complexsys Soluções Integradas Ltda. e Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda; William Silva Ferreira, dono da empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda., terceirizada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB); Alex Leandro Bispo dos Santos, empresário ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ex-dono da empresa Favela Conectada, subcontratada por Karina da Gama, acusado de feminicídio; eWemerson Marinho da Gama, ex-marido da Karina da Gama e ex-dirigente do Instituto Conhecer Brasil (ICB). O que investiga a operação A operação desta quinta apura suspeitas de desvio de recursos públicos destinados a entidades ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do filme "Dark Horse". Segundo a Polícia Federal, uma organização formada por agentes públicos e privados é suspeita de direcionar recursos recebidos por meio de emendas parlamentares para empresas subcontratadas sem comprovação da prestação dos serviços. A TV Globo entrou em contato com Mário Frias e com a defesa de Karina Ferreira da Gama, mas ainda não obteve resposta.