O atraso na avaliação do reajuste da distribuidora Equatorial PA (Pará) está alimentando, simultaneamente, discussão na Justiça e questionamento no Ministério Público Eleitoral.
Em uma linha de frente, nesta terça-feira (8), a empresa acionou a Justiça para garantir o reajuste tarifário anual, que é previsto em lei e no contrato, mas está atrasado na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A Equatorial PA afirma na ação que a defasagem provocada pela espera gera um prejuízo estimado em R$ 1 milhão por dia em seu fluxo de caixa.
Em outra seara, nesta quarta-feira (9), foi apresentada uma denúncia para que o Ministério Público Eleitoral do Pará apure se houve interferência para barrar esse reajuste, numa mobilização envolvendo políticos do estado, entre eles o ex-governador e candidato ao Senado, Helder Barbalho (MDB), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
O reajuste da conta de luz ocorre anualmente para todas as empresas de distribuição de energia. O processo que avalia a tarifa da Equatorial PA foi levado a julgamento em 11 de agosto de 2026, durante a 16ª Reunião Pública Ordinária do colegiado da Aneel, o órgão competente para essas análises.
Na ocasião, a relatora do processo, diretora Agnes da Costa, apresentou voto homologando um reajuste médio de 6,94%. A conclusão da análise pelos demais diretores, no entanto, foi paralisada após o diretor Willamy Moreira Frota apresentar um pedido de vista. Sem a conclusão do julgamento, fica valendo a tarifa antiga.






