Ministros da Justiça dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT) afirmam que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e André Mendonça devem satisfações para a sociedade sobre acusações de irregularidades ou falhas que podem ter cometido, seja na condução de processos dentro da corte seja nas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Para Aloysio Nunes Ferreira, Tarso Genro e José Eduardo Martins Cardozo, as respostas devem vir de dentro do STF e precisam preservar o valor institucional da corte —cujo desgaste impulsionou a defesa de impeachment de magistrados no Congresso Nacional.
Os três dizem acreditar que ataques generalizados contra o Supremo só atendem aos interesses de quem aposta no enfraquecimento da democracia no país.
Pressionado pela crise no tribunal e pela escalada da disputa entre seus integrantes, o presidente do STF, Edson Fachin, tirou Moraes nesta quarta-feira (9) da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu decisões conflitantes de Mendonça e de Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal, mantendo Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral.
A PF é ligada ao Ministério da Justiça, atualmente sob a titularidade de Wellington Lima e Silva. O presidente Lula (PT) vinha tentando se distanciar da crise do Judiciário, mas, diante dos prejuízos políticos à sua campanha eleitoral, mudou de estratégia para se contrapor a Mendonça, indicado à corte por Jair Bolsonaro.















