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Retirar o ministro André Mendonça da relatoria do Caso Master amenizaria a crise institucional no Supremo Tribunal Federal, mas esse deveria ser o resultado de um diálogo institucional semelhante ao que derrubou Dias Toffoli do comando da investigação, em fevereiro. A avaliação é do advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, em entrevista a CartaCapital.

A declaração ocorre em mais um dia de tensão no tribunal: com uma “canetada”, Mendonça resolveu afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Foi uma reação ao fato de Alexandre de Moraes ter se baseado em um relatório de inteligência da PF para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade na apuração contra o Banco Master.

Segundo Kakay, a decisão de Mendonça de afastar a chefia da PF teria de entrar em julgamento no plenário da Corte, não na Segunda Turma. O relator, no entanto, optou por submeter sua ordem monocrática apenas à avaliação dos colegas Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Toffoli e Gilmar Mendes.

A Advocacia-Geral da União, comandada por Jorge Messias, já recorreu ao presidente do STF, Edson Fachin, para suspender a liminar. O braço jurídico do governo federal argumenta que o afastamento cautelar viola uma prerrogativa constitucional do presidente da República e pode provocar desorganização institucional.