Cientistas esperam novos recordes quebrados, à medida que 'super-El Niño' se aproxima de intensidade máxima perto de dezembro, tornando 2027 ou 2026 ano mais quente já registrado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoas se protegem do sol com guarda-chuva no litoral de Lisboa, atingida por onda de calor — Foto: Carlos Costa/AFP Agosto foi o mês mais quente já registrado globalmente, e as temperaturas oceânicas também atingiram níveis sem precedentes, informou o monitor climático europeu Copernicus nesta quinta-feira. Em resposta à avaliação do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, a ONU alertou que o planeta continuará sua trajetória rumo a níveis sem precedentes até que a humanidade abandone os combustíveis fósseis. As observações do Copernicus datam desde 1940, mas outras evidências, como núcleos de gelo, anéis de árvores e esqueletos de corais, permitem que os cientistas observem o clima atual dentro de seu contexto histórico. "Os humanos provavelmente não viram temperaturas tão altas quanto essas nos últimos 100.000 anos, pelo menos", disse Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, que supervisiona o Copernicus, à AFP. Europeus tentam se refrescar durante onda de calor 1 de 15 Um casal se refresca na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 2 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 4 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte em Trocadéro durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 Um turista se refresca em uma fonte durante uma onda de calor no centro de Copenhague — Foto: Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP 6 de 15 Um homem se refresca com a água de uma fonte enquanto visita o centro histórico de Sarajevo — Foto: ELVIS BARUKCIC / AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 8 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 10 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP 12 de 15 Uma mulher espirra água no beco ao lado de sua casa para se refrescar, em uma área da zona leste de Leeds, na Inglaterra — Foto: Oli SCARFF / AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Um membro da equipe do festival Hellfest borrifa água para refrescar o público na França — Foto: Sebastien Salom-Gomis / AFP 14 de 15 Pessoas tentam se refrescar com mangueira em Colônia, na Alemanha — Foto: Ina FASSBENDER / AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Jovens saltam de uma ponte no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor em Paris — Foto: JOEL SAGET / AFP As temperaturas médias do ar atingiram 16,96°C em agosto, superando o recorde mensal anterior, estabelecido em julho de 2023, em 0,01°C. O Observatório Copernicus observou que, dada a pequena margem de erro, considera que ambos os meses compartilham o recorde. Cientistas afirmam que a atividade humana, particularmente a queima de carvão, petróleo e gás, aqueceu o planeta em cerca de 1,4°C desde a era pré-industrial e aumentou a severidade e a probabilidade de eventos climáticos extremos. Mesmo assim, as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global, atingiram níveis recordes em 2025. "As evidências são irrefutáveis: este é o preço crescente da dependência da humanidade em combustíveis fósseis e da crise climática global que ela está alimentando", disse o chefe do clima da ONU, Simon Stiell, a respeito do relatório do Copernicus. Influência do El Niño Enquanto isso, as temperaturas da superfície do mar também atingiram um recorde diário global e igualaram o calor recorde para o mês de agosto, estendendo uma sequência de três meses de temperaturas sem precedentes nos oceanos do mundo. Mais de 90% do excesso de calor retido pelas emissões de gases de efeito estufa foi absorvido pelos oceanos, com um custo severo para a vida marinha, os recifes e as comunidades costeiras. Europa registra temperaturas superiores a 40°C em onda de calor antecipada 1 de 8 Crianças se refrescam em uma fonte em Colmar, leste da França, enquanto país enfrenta onda de calor, cruzando a marca de 40°C . — Foto: SEBASTIEN BOZON / AFP 2 de 8 Placa exibe a temperatura de 43°C em Toulouse, sudoeste da França. 25 departamentos do país estão sob alerta de onda de calor de nível laranja e 12 sob o nível vermelho, o mais alto. — Foto: Lionel BONAVENTURE/AFP X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Um homem se refresca durante o festival de música Hellfest, no Oeste da França. — Foto: Loic VENANCE / AFP 4 de 8 Pessoas na praia de Scheveningen, perto de Haia, na Holanda, com temperaturas chegando a 35°C. — Foto: BART MAAT / STR X de 8 Publicidade 5 de 8 Onda de calor seca margens de rios na França. — Foto: Loic VENANCE / AFP 6 de 8 Membro da equipe da Cruz Vermelha Francesa distribui água engarrafada fresca para os sem-teto em Toulouse, sudoeste da França. — Foto: Lionel BONAVENTURE/AFP X de 8 Publicidade 7 de 8 Fazenda utiliza jato de água para resfriar um chiqueiro em Kerfourn, oeste da França, devido às altas temperaturas. — Foto: DAMIEN MEYER/AFP 8 de 8 Mulher se refresca na Fontana della Barcaccia, em Roma, na Itália, em meio à onda de calor que atinge a Europa. — Foto: Tiziana FABI / AFP X de 8 Publicidade Países enfrentam incêndios e tomam medidas para conter impactos do ar quente As temperaturas de agosto bateram recordes em bacias como o Atlântico, o Mediterrâneo e o Pacífico tropical, onde o fenômeno El Niño mais intenso da era moderna está ganhando força rapidamente. Esses episódios são caracterizados por águas do Pacífico excepcionalmente quentes, que aumentam a probabilidade de eventos climáticos extremos a milhares de quilômetros de distância, desde inundações no Peru a secas na África ou incêndios florestais na Austrália. O El Niño, que é a fase mais quente de um ciclo climático natural, normalmente causa um aumento temporário nas temperaturas globais, que já estão elevadas devido ao aquecimento global de longo prazo. Os cientistas esperam que os recordes continuem sendo quebrados nos próximos meses, à medida que este "super-El Niño" se aproxima de sua intensidade máxima por volta de dezembro, tornando 2027 — e talvez até 2026 — os anos mais quentes já registrados. "As mudanças climáticas estão tornando cada evento El Niño mais quente e, enquanto não pararmos de queimar carvão, petróleo e gás, esses meses recordes simplesmente continuarão acontecendo", disse Friederike Otto, cientista climática do Imperial College London. Oceano mais quente dos últimos 400 anos compromete vida de corais 1 de 10 Professora de conservação da Black Turtle Dive, Sandra Rubio e sua aluna de conservação e ciência cidadã Nannalin "Fleur" Pornprasertsom pesquisando corais branqueados ao redor da ilha de Koh Tao, no sul da Tailândia. — Foto: Foto: Lillian SUWANRUMPHA / AFP) 2 de 10 Grande barreira de corais — Foto: DAVID GRAY/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 corais branqueados ao redor da ilha de Koh Tao, na província de Surat Thani, no sul da Tailândia. — Foto: Foto: Lillian SUWANRUMPHA / AFP 4 de 10 Recifes de corais podem — Foto: Projeto Coral Vivo/Athila Bertoncini X de 10 Publicidade 5 de 10 Berçário submarino de corais — Foto: Igor Silva / WWF-Brasil 6 de 10 Alerta do mar. Em Abrolhos, mergulho entre corais, como o gorgônia-de-fogo: El Niño é risco à biodiversidade — Foto: Projeto Coral Vivo/Athila Bertoncini X de 10 Publicidade 7 de 10 Foto dos corais — Foto: DAVID GRAY/AFP 8 de 10 Corais embranquecido na Bacia de Ilha Grande, na Costa Verde do Rio — Foto: Felipe Skinner/Divulgação X de 10 Publicidade 9 de 10 Mergulhadores na Grande Barreira de Corais — Foto: DAVID GRAY/AFP 10 de 10 Corais da Bacia de Ilha Grande sofrem braqueamento — Foto: Felipe Skinner X de 10 Publicidade Especialista diz que futuro de recifes está 'cada vez mais vulnerável' O Copernicus também observou que agosto "marcou o fim do verão mais quente já registrado na Europa Ocidental", superando o antigo recorde estabelecido em 2003. O período entre junho e agosto foi caracterizado por ondas de calor severas consecutivas que forçaram o fechamento de escolas, secaram rios e criaram as condições para incêndios florestais devastadores. Cientistas da rede World Weather Attribution concluíram que uma onda de calor particularmente intensa em junho teria sido "virtualmente impossível" sem a influência das mudanças climáticas.
Agosto foi o mês mais quente já registrado em todo o mundo, segundo monitor climático europeu
Cientistas esperam novos recordes quebrados, à medida que 'super-El Niño' se aproxima de intensidade máxima perto de dezembro, tornando 2027 ou 2026 ano mais quente já registrado










