Cientistas afirmam que eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Quatro ondas de calor atingiram a Espanha continental e as Ilhas Baleares, incluindo um episódio de seis dias no início de setembro, informou a agência meteorológica nacional — Foto: REUTERS/Nacho Doce A Espanha registrou 61 dias sob condições de onda de calor em seu território continental e nas Ilhas Baleares em 2026, o maior número já registrado e muito acima do recorde anterior de 41 dias, em 2022, informou nesta quarta-feira a agência meteorológica nacional Aemet. O país também teve seu verão mais quente desde o início dos registros, em 1961, com temperatura média de 24,5°C, 0,3°C acima do recorde anterior, estabelecido em 2025, e 2,4°C acima da média do período de 1991 a 2020. Quatro ondas de calor atingiram a Espanha continental e as Ilhas Baleares, incluindo um episódio de seis dias no início de setembro, informou a Aemet, o que significa que o país registrou temperaturas extremamente altas em aproximadamente dois de cada três dias do verão. A onda de calor mais intensa, que durou a maior parte de julho, atingiu 37 províncias e registrou uma anomalia de temperatura de 3,9°C. As ondas de calor de julho e agosto, que duraram 23 e 24 dias, respectivamente, estiveram entre as mais longas já registradas desde pelo menos 1975. O episódio de setembro atingiu 16 províncias e foi a quinta onda de calor registrada nesse mês desde o início dos registros. As Ilhas Canárias enfrentaram uma onda de calor separada, de cinco dias, em agosto. A Aemet informou que as condições típicas do verão se estenderam para além de junho, julho e agosto, com temperaturas comparáveis às de julho em grande parte da Espanha no fim de maio e uma onda de calor durante o outono meteorológico, em setembro. Os dez verões mais quentes já registrados na Espanha ocorreram todos no século 21, enquanto sete dos oito mais quentes ocorreram desde 2015. Dados do MoMo, sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, mostraram que estima-se que 5.234 pessoas tenham morrido por causas relacionadas ao calor entre 15 de maio e 31 de agosto, o maior número registrado para o período de verão desde que o sistema de monitoramento foi criado, em 2015. Cientistas afirmam que eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana.