Quando uma pequena multidão se reunir no memorial do 11 de setembro nesta sexta-feira, no sul de Manhattan, pela primeira vez, um sétimo sino será ouvido. Os seis primeiros marcam a hora exata, há 25 anos, da queda dos 4 aviões e do desabamento das duas torres.
Cada toque de sino é sucedido pela leitura solene dos nomes das 2977 vítimas e o sétimo toque vai relembrar milhares de mortos por suicídio, câncer e outras doenças associadas ao ar tóxico na área dos escombros. Estima-se que mais 5.000 pessoas morreram de problemas de saúde decorrentes do trabalho de resgate e por morar na vizinhança dos escombros.
Nesta semana, o prefeito Zohran Mamdani determinou a liberação online de 170 mil documentos oficiais relacionados à qualidade do ar na região mantidos fora do alcance das vítimas e suas famílias que buscavam indenização e socorro médico.
As revelações não são o único episódio de sal na ferida aberta do pior ataque terrorista em solo americano. Pela primeira vez, um presidente em exercício do mandato se recusa a comparecer à cerimônia em Manhattan. O vice-presidente J. D. Vance vai se juntar aos ex-presidentes Clinton, Bush, Obama e Biden na homenagem que é marcada pelo silêncio —é proibido discursar.












