Procuradores-gerais de 20 Estados e de Washington DC acusam a Casa Branca de tentar contornar lei federal, de forma a beneficiar atuação de incorporadoras e petrolíferas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente de Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião do seu governo na Casa Blanca, em 27 de maio de 2026 — Foto: AP/Jacquelyn Martin Os procuradores-gerais de 20 Estados americanos e de Washington DC entraram com ações judiciais contra o governo Trump por enfraquecer o cumprimento da lei federal que dispõe sobre a defesa de espécies selvagens sob risco, entre as quais a águia de cabeça branca, também conhecida como águia americana, um dos símbolos do país. Os procuradores representam Estados governados por políticos do partido Democrata. As ações estão sendo apresentadas cerca de dois meses após o Departamento do Interior e o Departamento do Comércio terem apresentado regras que podem facilitar a atuação de incorporadoras imobiliárias e de empresas de energia fóssil, entre outras, em áreas que ambientalistas consideram que devem ser protegidas do interesse comercial. Em uma das ações, os procuradores estaduais contestam o estreitamento da definição de “dano” ambiental, que há muito tempo abrange, também, o encurtamento da distância entre a ação humana e os habitats onde vivem espécies animais sob risco. As novas regras propostas pelo governo Trump permitem mineração, perfuração de petróleo e outras atividades próximas a esses habitats, desde que não causem ferimentos ou matem os animais silvestres. “O governo Trump está tentando minar a lei, assim como a vontade do Congresso e da população que, majoritariamente, apoia a proteção a espécies ameaçadas”, disse em coletiva de imprensa o procurador-geral de Washington, Nick Brown. “Em vez da defesa e supervisão, a abordagem desse governo para a nossa água e a nossa terra é a de exploração predatória”, acrescentou.
Estados americanos processam governo Trump por enfraquecer proteção a espécies sob ameaça
Procuradores-gerais de 20 Estados e de Washington DC acusam a Casa Branca de tentar contornar lei federal, de forma a beneficiar atuação de incorporadoras e petrolíferas










