Em meio à crise do Supremo, presidente ajusta agenda para tentar criar fatos positivos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula busca reagir nas pesquisas de intenção de voto — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo - 3/9/2026 Num cenário de perda do favoritismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajustou sua agenda para criar fatos positivos, no esforço de tentar recuperar pontos na corrida presidencial. Depois de anunciar medidas para impedir a alta dos combustíveis em razão da guerra no Oriente Médio, Lula vai sancionar nesta quinta-feira (10) a lei que extinguiu a “taxa das blusinhas”, considerada um trunfo político. Leia mais Aposta eleitoral, que agora ganhou mais importância diante do crescimento do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, nas pesquisas, a nova lei colocou fim à cobrança do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Durante meses, auxiliares presidenciais, principalmente, o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, defenderam o fim do imposto, porque era uma das causas da queda da popularidade do petista, principalmente entre consumidores de baixa renda, que intensificaram as compras nos “marketplaces” chineses. A taxa foi instituída na gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda para atender a um pleito do varejo nacional e da indústria. O Valor apurou que o texto será sancionado sem vetos. Lula manteve as alterações feitas pelos parlamentares. O texto passou por amplo debate no Congresso, que incluiu um mecanismo de avaliação dos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros, como uma forma de mitigação de eventuais danos ao varejo, em especial. A primeira avaliação será após três meses, e depois, a cada seis meses. A Fazenda estudará meios para compensar o setor produtivo se necessário. Além da presença de ministros e aliados, é aguardado o comparecimento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O acordo para votar a medida provisória (MP) na semana passada, durante o esforço concentrado, foi um dos saldos da reaproximação de Lula e Alcolumbre, bem como o avanço na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da emenda constitucional (PEC) do fim da jornada 6x1. A MP foi votada no dia 3 de setembro, correndo o risco de caducar porque venceria no dia 8. Em outro movimento de viés eleitoral, Lula assinou, na quarta-feira (9), um decreto reduzindo em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina, bem como zerando os tributos sobre o etanol hidratado. Além disso, subscreveu medida provisória (MP) autorizando a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário de R$ 1,00 por litro. O decreto reduz, entre 10 de setembro e 9 de outubro, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de gasolina, com exceção da gasolina de aviação e de etanol hidratado. A norma substituiu a MP 1.358, que promovia subvenção de R$ 0,44 por litro e vencia no dia 9. As medidas tentam evitar a alta dos preços dos combustíveis por causa do conflito no Oriente Médio, o que causaria desgaste em plena campanha. Nesse sentido, ao divulgar as medidas, Lula afirmou que o objetivo dessas ações é não permitir que a guerra traga prejuízos “ao prato de comida”. “O povo não pode pagar por uma guerra que não é dele”, completou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Com favoritismo ameaçado, Lula sanciona fim da taxa das blusinhas
Em meio à crise do Supremo, presidente ajusta agenda para tentar criar fatos positivos








