Cerca de 200 peixes foram encontrados em poças e resgatados em ação emergencial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fotos mostram seca do Rio da Prata em quatro dias. À esquerda, imagem feita no dia 27 de agosto, e, à direita, no dia 1 de setembro — Foto: Nisroque Soares Junior Fotografias de um mesmo ponto permitiram comparar um trecho do Rio Prata, localizado em Jardim, Mato Grosso do Sul (MS), que secou completamente em quatro dias devido à estiagem que impacta a região, entre a última semana de agosto e a primeira de setembro. As imagens mostram que a água do rio reduziu até desaparecer e o local ficou ocupado por galhos secos e terra. Com a redução do nível da água, cerca de 200 peixes ficaram presos em pequenas poças e precisaram ser resgatados em ação emergencial pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) e pelo Instituto Amigos do Rio da Prata. Os animais foram transferidos para um trecho mais profundo do rio, onde o fluxo segue normal, nesta sexta-feira (4). Na primeira foto, feita no dia 27 de agosto pelo coordenador do IGMA, Nisroque Soares, o trecho aparece com uma água cristalina. Já na outra imagem, do dia 1° de setembro, é possível identificar o mesmo local completamente seco. Soares afirmou que cerca de 4 km do Rio da Prata foram afetados pela seca. Em outro trecho, também é possível comparar a diferença do nível do Rio da Prata. À esquerda, imagem feita no dia 27 de agosto, e, à direita, no dia 1 de setembro — Foto: Nisroque Soares Junior — Hoje, estamos chegando ao local afetado para monitorar a área e avaliar as condições. Vamos avaliar se será necessário realizar um novo resgate dos animais — destacou Soares. Segundo o coordenador, a equipe, que conta com a ação de voluntários que moram próximo ao rio, monitora a área diariamente. De acordo com o Instituto Amigos do Rio da Prata, entre as espécies nativas de peixes salvos estão: lambaris, piraputanga, cascudos, joaninhas e traíras. “Com muita dedicação técnica e cuidado, nossa equipe conseguiu resgatar aproximadamente 200 indivíduos de pequeno porte que estavam ilhados em poças com baixíssima oxigenação. Essa ação rápida e coordenada foi fundamental para evitar a mortandade desses animais e proteger o equilíbrio do nosso ecossistema”, afirmou o Instituto Amigos do Rio da Prata, em postagem no Instagram. Histórico de secas O rio já apresentou outros episódios de secas. Em julho de 2024, o Rio da Prata secou completamente em um trecho de 6 km, próximo à Ponte do Curê, em Jardim. Na época, o Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MP-MS) abriu um inquérito para apurar as causas da seca. Em 2025, cerca de 11 km do leito foram afetados. Na época, a água ficou restrita a pequenas poças em alguns pontos, colocando a vida aquática em risco. *Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão