Tribunal mineiro considerou que ex-deputado segue inelegível até 2027 pela cassação por quebra de decoro; decisão também cita condenação por improbidade administrativa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eduardo Cunha diz que continuará com a campanha para deputado federal de Minas Gerais — Foto: Reprodução O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) afirmou, em vídeo publicado nesta terça-feira no Instagram, que seguirá em campanha mesmo após ter a candidatura a deputado federal por Minas Gerais indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG). Segundo Cunha, a decisão não impede a continuidade da campanha e a questão será levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TRE-MG indeferiu o registro de candidatura de Cunha sustentando que a inelegibilidade do ex-deputado deve durar até 2027, em função da cassação do mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2016 e à condenação por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O órgão também mencionou irregularidades encontradas na suposta destinação de emendas parlamentares feitas por ele, mesmo sem mandato legislativo. Na ocasião, o ex-deputado publicou um vídeo na rede social classificando a determinação como “política e teratológica” e afirmou que iria recorrer ao TSE. — Não se preocupem com as notícias de qualquer indeferimento do meu registro na candidatura. Simplesmente isso aí já está sendo recorrido, isso será resolvido no TSE. A campanha segue firme, não tem qualquer problema com a continuidade da campanha — disse Eduardo Cunha. O ex-deputado escreveu, na rede social, que, por mais que as notícias gerem dúvidas, não há motivo para preocupação. “Seguimos trabalhando normalmente, com a campanha nas ruas e o compromisso de continuar avançando”, escreveu Cunha. O TRE-MG decidiu pelo indeferimento seguindo o parecer enviado pelo Ministério Público Federal, que citou uma decisão da 10ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro de 2019, que suspendeu os direitos políticos de Cunha em função da acusação por improbidade administrativa. A decisão foi tomada de forma unânime pela Corte, com um placar de 6 a 0. O ex-deputado foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva por crimes envolvendo a Petrobras, acusado de receber propina de US$ 1,5 milhão, por um contrato de exploração de petróleo em Benin, na África, firmado pela empresa. *Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito
Com candidatura barrada pelo TRE, Eduardo Cunha diz que seguirá em campanha: ‘Vou estar na urna’
Tribunal mineiro considerou que ex-deputado segue inelegível até 2027 pela cassação por quebra de decoro; decisão também cita condenação por improbidade administrativa






