Disparada dos preços do Brent ampliando os temores com a inflação global 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ibovespa tem forte queda com escalada no Oriente Médio, petróleo acima de US$ 101 e alta de juros futuros — Foto: Aloisio Maurício/Agência O Globo O Ibovespa opera em forte queda nesta quarta-feira (9), refletindo a piora na percepção de risco com a escalada do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo Brent com entrega para novembro supera os US$ 101 por barril, ampliando os temores com a inflação global, ao mesmo tempo em que o Tesouro dos Estados Unidos anunciou a recompra de US$ 6 bilhões em Treasuries de 10 a 20 anos, abaixo do esperado pelo mercado, pressionando para cima a curva de juros. Por volta das 13h15, o Ibovespa caía 1,19%, aos 1885.141 pontos, após oscilar entre a mínima de 184.810 pontos e a máxima de 187.362 pontos. O volume financeiro projetado para o Ibovespa era de R$ 20,5 bilhões. Em Nova York, o Nasdaq caía 0,63%, o Dow Jones perdia 0,78% e o S&P 500 recuava 0,48%. Após o exterior ficar em segundo plano no início desta semana, as tensões geopolíticas e as preocupações com o mercado de energia voltaram a concentrar as atenções dos investidores. Nesta quarta-feira, o Irã afirmou que atacou dez navios perto do Estreito de Ormuz, após os EUA terem afundado cinco petroleiros iranianos. Segundo a Reuters, essa é considerada a maior onda declarada de ataques retaliatórios contra navios por ambos os lados desde o início da guerra. Assim, o petróleo Brent para novembro ganhava 3,33%, a US$ 101,18 por barril, ao passo que o WTI para outubro subia 3,50%, a US$ 96,29 por barril. Ainda que os preços da commodity favoreçam as ações da Petrobras, os papéis da petroleira perderam um pouco de força diante da aversão a risco global. A ações ON da estatal subia 0,79% e a PN tinha ganhos de 0,75%. Entre as blue chips, os bancos cediam em bloco, com destaque para as units do BTG Pactual, que recuavam 2,89%, e os papéis ordinários do Banco do Brasil, que perdiam 1,95%. Liderando as quedas do pregão, Tenda ON perdia 5,52% e Vamos ON recuava 4,82%, em meio à alta dos juros futuros. Na ponta positiva, CSN ON subia 3,93% e Embraer ON ganhava 1,93%, em um dia de alta do dólar contra o real. Segundo a equipe do J.P. Morgan, as ações da fabricante de aeronaves lideram os interesses de investidores americanos, juntamente com a WEG, em meio a um cenário de maior cautela de estrangeiros com o ambiente macroeconômico brasileiro. Apesar do pregão mais negativo para as ações locais, o Brasil voltou ao radar dos investidores estrangeiros, em meio ao avanço do "trade" eleitoral, à melhora das perspectivas para inflação e juros e aos "valuations" ainda atrativos, na avaliação da XP. Em agosto, os estrangeiros retiraram R$ 22,2 bilhões da bolsa brasileira, na maior saída líquida mensal desde março de 2020. Em setembro, no entanto, o fluxo virou para o positivo, com entradas de R$ 10,8 bilhões até o momento, o equivalente a quase metade das retiradas registradas no mês anterior. Em relatório, os analistas destacam que, do ingresso total neste mês até o momento, R$ 6,8 bilhões foram direcionados ao mercado futuro e R$ 3,9 bilhões ao mercado à vista. Segundo os profissionais, o movimento ocorre à medida que as eleições ganham espaço nas decisões dos investidores. A XP, no entanto, espera uma volatilidade acima do normal conforme o período eleitoral avança.
Ibovespa tem forte queda com escalada no Oriente Médio, petróleo acima de US$ 101 e alta de juros futuros
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