O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 pela primeira vez desde 25 de maio com a intensificação da guerra no Irã devido aos ataques entre norte-americanos e iranianos, que também se estenderam a aliados dos EUA na região como a Arábia Saudita e a Jordânia.

O barril Brent, referência mundial, alcançou os três digítos por volta das 4h15 (horário de Brasília), quando atingiu US$ 100,15. A última vez que isso ocorreu fora em 25 de maio, com o preço do barril a US$ 100,73. O ápice desta quarta-feira ocorreu às 6h45, com a cotação subindo 3,09%, a US$ 100,95, maior valor desde 22 de maio, quando o commodity estava a US$ 102,77.

O preço caiu um pouco na sequência e estava a US$ 100,63, alta de 2,71%, por volta das 8h20. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, tinha valorização de 2,238% e estava a US$ 95,24 no mesmo horário."O patamar de US$ 100 é um nível psicológico que tem peso nos mercados. Uma vez superado, muitos bancos centrais não terão outra opção exceto elevar as taxas de juros para controlar a inflação", avaliou Kathleen Brooks, analista da XTB.

A disparada no petróleo é resultado da elevação da tensão no Oriente Médio. Nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado dez navios e disparado mísseis balísticos contra uma base na Jordânia utilizada pelas Forças Armadas dos EUA. A ofensiva foi uma resposta aos ataques dos EUA a cinco petroleiros iranianos na terça-feira (8).