O preço do petróleo teve uma forte subida na tarde desta terça-feira (1°) após a divulgação de novos ataques dos EUA ao Irã e bombardeios a embarcações que tentavam passar pelo estreito de Hormuz.

O contrato de dezembro do barril Brent, referência mundial, chegou a subir 7,69% por volta das 16h (horário de Brasília), a US$ 95,17. Foi o maior valor desde 23 de julho, quando a cotação alcançou US$ 95,30.

A disparada perdeu força em seguida e o Brent fechou cotado a US$ 91,75, uma alta de 3,82%. Já o contrato de outubro do petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 5,74%, cotado a US$ 90,68, ao fechamento.

A negociação da commodity teve uma forte alta logo na abertura da sessão às 21h de segunda-feira (31), retornando ao patamar de US$ 91, quando foram anunciados detalhes do acordo entre EUA e Venezuela para exploração do petróleo no país sul-americano pelos próximos 25 anos.

O preço permaneceu na casa dos US$ 91 durante toda a manhã até o anúncio de que dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita foram atingidos ao tentar atravessar Hormuz, por onde passavam 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra. Por volta das 10h30, o Brent chegou a US$ 92,60 e ficou neste patamar até 13h, quando os ataques dos norte-americanos ao Irã foram anunciados e o preço do barril superou US$ 95.