O petróleo tipo Brent com vencimento em novembro teve alta de 3,36%, cotado a US$ 101,21 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em seu maior valor desde 23 de julho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os contratos futuros do petróleo tiveram forte alta nesta quarta-feira (9), com o Brent, a referência mundial, fechando acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, diante da nova escalada de tensões no Oriente Médio. Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ataques, na semana passada, e não dão sinais de trégua, em um conflito que se estende há mais de seis meses. No fechamento, o petróleo tipo Brent com vencimento em novembro teve alta de 3,36%, cotado a US$ 101,21 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em seu maior valor desde o dia 23 de julho. O WTI (a referência americana) com entrega prevista para outubro subiu 3,25%, a US$ 96,05 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), na máxima desde 22 de maio. Os Estados Unidos disseram ter destruído cinco petroleiros iranianos no Estreito de Ormuz, em resposta a uma tentativa de ataque a um navio de guerra da Marinha americana. Segundo a mídia iraniana, as forças armadas do Irã teriam atingido dois navios de guerra americanos e oito petroleiros no Golfo Pérsico. Após semanas de tentativas fracassadas de negociações de paz, ambos os lados voltaram a trocar ataques, impulsionando os preços do petróleo. O conflito se intensificou depois que forças houthis, no Iêmen, apoiadas pelo Irã, lançaram ataques contra várias cidades sauditas nesta semana, envolvendo um importante aliado dos Estados Unidos no conflito e acendendo um alerta entre os investidores de que a guerra pode se expandir. A agência de notícias Bloomberg informou que o Irã está preparado para uma guerra mais intensa e vai ampliar sua ofensiva militar se os Estados Unidos continuarem atacando seu território e sua infraestrutura, citando uma autoridade sênior da República Islâmica. Do outro lado, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o conflito deve acabar após as eleições de meio de mandato. "Uma negociação poderia acontecer, mas não é algo que estamos considerando", ele disse, sobre a possibilidade de retomar as conversas diplomáticas no curto prazo. Plataforma da bp Cassia A e Cassia B em Trinidad e Tobago, no Caribe — Foto: Divulgação/BP