Apontado como coordenador de um esquema que trocava dinheiro vivo por transferências bancárias, o empresário Eduardo Moreno Lopes fez depósitos a empresas que seriam operadas por um homem já condenado por tráfico internacional de drogas e apontado como integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital): Ygor Daniel Zago, o Hulk.
É o que diz um relatório policial e uma denúncia protocolada pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo).
Evidências das transações financeiras entre os dois foram encontradas no celular do dono de uma loja de carros de luxo, Manoel Sérgio Sanches, que serviu de intermediário. Ele se entregou à polícia em dezembro, está preso e é réu sob acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O esquema supostamente liderado por Eduardo Lopes foi alvo de uma denúncia do MP-SP no fim de agosto. Segundo o documento, empresários recebiam grandes quantidades de dinheiro em espécie e, em contrapartida, faziam transferências bancárias —um serviço clandestino chamado pelos próprios envolvidos de "compra de dinheiro".
O escritório TFV Advogados, que defende Lopes, afirma que ele "refuta completamente as acusações" e que a denúncia foi feita "com base numa investigação incompleta e parcial".







