Relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividade Financeira) e análises da Polícia Civil de São Paulo apontam que Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho —sobrinho de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital)— teve transferências de dinheiro com suspeitos de crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, furto, associação criminosa e estelionato.

Entre as transações identificadas na investigação está ainda um pagamento de R$ 50 mil feito por uma empresa suspeita de integrar um esquema de lavagem da facção, a Transunião Transportes S/A, que opera 33 linhas municipais de ônibus na zona leste de São Paulo.

Leonardo Alexsander é um dos seis alvos de uma denúncia de promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, apresentada à Justiça na última quarta-feira (10).

Ele, que está foragido, é acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro, assim como seu pai e sua irmã, o tio Marcola, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Everton de Souza, apontado como suspeito de ser operador financeiro do esquema.

A defesa de Leonardo Alexsander afirma, em nota, que ele refuta totalmente as acusações feitas pelos promotores.