O promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya denunciou à Justiça, nesta quarta-feira 10, a influenciadora Deolane Bezerra e o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.

A apuração mira um amplo esquema de lavagem de dinheiro baseado em uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, apontada como controlada pela cúpula da facção criminosa. As defesas da advogada e de Marcola ainda não comentaram. O espaço segue aberto.

Também foram denunciados neste caso o irmão de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, os sobrinhos Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, ambos foragidos da Justiça, e Everton de Souza, apontado pelas investigações do Gaeco como operador do esquema. O processo tramita sob sigilo.

A denúncia foi protocolada um dia após o Superior Tribunal de Justiça rejeitar conceder prisão domiciliar a Deolane, presa desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

De acordo com as investigações do Gaeco, a influenciadora teria atuado como uma espécie de “caixa” do PCC, movimentando recursos financeiros oriundos de atividades ilícitas. Manuscritos encontrados em 2019 na Penitenciária de Presidente Venceslau, além de elementos reunidos em diferentes fases de investigações posteriores, apontariam conexões entre contas bancárias, movimentações financeiras e empresas ligadas a ela. Os advogados de Deolane negam envolvimento dela com a facção.