O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra a influenciadora Deolane Bezerra, o preso Marco Willian Herbas Camacho —o Marcola, líder máximo do PCC— e outras quatro pessoas sob acusação de crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro nesta quarta-feira (10).
A acusação é desdobramento da Operação Vérnix, realizada a partir de suspeitas de que uma transportadora de fachada era usada para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital. A operação resultou na prisão de Deolane e de Everton de Souza, suspeito apontado como operador financeiro do esquema.
Um irmão e dois sobrinhos de Marcola —Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e seus filhos, Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches— também foram denunciados. Cabe agora a Justiça decidir se aceita a denúncia, que que tornaria os lavos réus no processo.
À época da operação tanto os advogados de Marcola quanto os representantes legais de Deolane negaram as suspeitas apontadas pela investigação. A reportagem procura novamente contato com a defesa dos denunciados.
Bruno Ferullo, que defende Marcola, seu imão e uma sobrinha, afirmou no mês que o cliente não coordena a facção de dentro da cadeia, como apontam as autoridades. A advogada Daniele Bezerra, irmã de Deolane, disse à época que a investigação estava "cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos".








